Início Arquivo

CAFTA pode gerar 600.000 novos postos de trabalho

O Central American Free Trade Agreement (CAFTA-DR) deverá gerar 600.000 postos de trabalho nos seis países que se juntaram ao acordo, conforme divulgaram os líderes industriais durante a 14.ª Annual Apparel Sourcing Show (APPS), que decorreu entre 16 e 18 de Maio na Cidade de Guatemala, na Guatemala. De acordo com o referido por Carlos Arias, presidente do grande produtor de jeans Koramsa, a um painel da indústria, o CAFTA deverá gerar 600.000 novos postos de trabalho, uma estimativa que se encontra acima dos anteriormente estimados 500.000 novos postos de trabalho. Os países do CAFTA incluem a Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e República Dominicana, países onde foram registados diversos encerramentos entre as empresas têxteis, devido à elevada concorrência dos países asiáticos após a eliminação das quotas. Segundo as previsões mais optimistas, quando o CAFTA for implementado, a região deverá receber uma avalanche de investimentos das empresas têxteis norte-americanas que procuram beneficiar do acordo de livre comércio. Actualmente, gigantes têxteis como a Cone Mills e a Nien Sing já anunciaram projectos de expansão de vários milhões de dólares na região. Troy Fitrell, representante da embaixada norte-americana na Cidade de Guatemala, concordou que a força laboral da região poderia crescer nesta proporção, desde que o bloco comercial trabalhe no sentido de melhorar os seus processos de produção, as infra-estruturas e a qualidade do produto, com o objectivo de atrair o investimento estrangeiro, algo que muitos investidores referem já estar a acontecer. No entanto, Claudia Risco, director da principal câmara de comércio sectorial, a Camara de Textiles y Confeccion de El Salvador, considera que a estimativa de 600.000 novos postos de trabalho é exagerada. «A criação destes postos de trabalho não vai acontecer até que o CAFTA esteja efectivamente consolidado e isso poderá demorar muito tempo», referiu Risco, acrescentando que o impulso competitivo da Ásia pode ainda prejudicar a região. «Neste momento, se conseguirmos manter os nossos actuais níveis de emprego já seria bom», concluiu Risco.