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Calçado português como forma de arte

A nova campanha da APICCAPS homenageia obras e artistas de referência da pintura portuguesa, recriando os ambientes que simbolizam a identidade artística que distingue o país.

Júlio Pomar [©Portuguese Shoes]

Pode a indústria ser uma forma de arte? Esta foi a pergunta lançada pela APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes e Artigos de Pele e Sucedâneos, que há 12 anos celebra as artes e a cultura nacional.

Este ano, a associação do calçado volta a reforçar a premissa de que a indústria é uma aliada dos artistas na nova campanha e recria quadros de referência dos pintores portugueses Amadeo de Souza Cardoso, Almada Negreiros, Eduardo Afonso Viana, José Malhoa, Júlio Pomar e Paula Rego. A nova campanha Portuguese Shoes é da autoria de Frederico Martins e conta com os atores Albano Jerónimo e Anabela Moreira para dar vida às pinturas mais emblemáticas.

Paula Rego [©Portuguese Shoes]
«Como na pintura ou no cinema, na música, na dança e no teatro, a moda, e dentro dela o calçado, é uma forma de arte que alia tradição e modernidade, porque é viva e palpitante e nos acompanha a cada dia», justifica a APICCAPS em comunicado.

«Estas campanhas pretendem, mais do que elogiar o talento nacional e retratar uma identidade, abrir uma porta para o exterior», afirma Luís Onofre. «Na sua génese, pretendem valorizar a herança do passado e do que fazemos melhor, para que esta qualidade e beleza sejam apreciadas por todos, num mundo cada vez mais rápido e instável, e se cruzem com outros talentos e culturas, sejam um exemplo do que continua e perdura e encanta, mas sempre a aperfeiçoar-se em direção ao futuro», explica o presidente da APICCAPS.

Os protagonistas tomam a palavra

Almada Negreiros [©Portuguese Shoes]
Para Albano Jerónimo, «esta recriação, denota não só a importância de um legado artístico do nosso país, mas acima de tudo sentimos a força da impressão nos nossos artistas de hoje e a importância de homenagearmos este belo legado e património deste nosso ser português».

Já Anabela Moreira considera que «a cultura está para além do que me compõe e do que eu vou compondo. É também o que cultivamos. Uma vasta memória, estruturante, que nos distingue e ao mesmo tempo permite identidade. Ela objetiva toda a nossa subjetividade. Sou, para além de muitas e variadas coisas, portuguesa. Essa cultura que me antecede está aqui honrada num pedaço do que é esse nosso enorme património. Não podia estar mais feliz por me ter sido permitido que de alguma forma me tornasse parte dela. Obrigada pela possibilidade de revisitar alguns dos nossos grandes e ter aos meus pés uma das nossas melhores indústrias do meu país».