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Carlom acelera no automóvel

O segmento automóvel está a ocupar uma parte cada vez mais significativa da produção da Carlom, sendo já responsável por 50% das vendas da empresa produtora de tecidos e malhas de alta performance.

Em 2013, a empresa sediada em Rio Tinto tinha já manifestado ao Jornal Têxtil o desejo de duplicar o peso do automóvel e atingir 17 milhões de euros no volume de negócios em 2016. Em 2017, os números mostram que o objetivo foi superado.

A tricotagem, com malhas ketten e de teia usadas em bancos, painéis de portas e tetos – como o Peugeot 3008 mas também para modelos da Renault e da Opel – para a área automóvel representa já 50% dos 18 milhões de euros de volume de negócios da Carlom. O resto, explicou o diretor da qualidade Daniel Milheiro na edição de julho do Jornal Têxti, divide-se entre «a parte de produção de artigos para velcro e a área de trading, que é uma área para o mercado de calçado, colchões, mobiliário».

Com 60 pessoas no efetivo, a Carlom, que possui ainda uma máquina de espuma, além dos teares, está a expandir a sua capacidade, tendo atualmente um projeto de investimento de 2,5 milhões de euros para ampliar as instalações, incluindo um novo armazém, mas também para reforçar a aposta na inovação e na internacionalização.

«Na área automóvel, o desenvolvimento de novas coleções, é obrigatório, mas a nível de inovação, algo que realmente seja disruptivo, não é assim tão fácil», admitiu o diretor de qualidade. «Obviamente, vamos apresentando algumas coleções, vamos desenvolvendo novos artigos, novos desenhos, novas cores, novos fios…», acrescentou.

Na última edição da Techtextil, no passado mês de maio, a Carlom apresentou um portefólio de artigos técnicos onde se destacaram as malhas para área automóvel, abrasivos e tecidos e PVC’s para a área de calçado de segurança.

«O princípio é sempre o mesmo: temos de estar atentos ao que o mercado está a precisar e corresponder a essa expectativa. E é isso que fazemos», afirmou Daniel Milheiro. No entanto, reconheceu, «o mercado automóvel é muito competitivo. É um mercado muito complicado, com margens muito apertadas, mas continua a ser um bom mercado».

Em 2016, a Carlom foi capaz de aumentar em cerca de 5% o seu volume de negócios, 60% do qual é realizado nos mercados externos, com destaque para Alemanha, França, Marrocos, Espanha e Eslováquia.

Para o corrente ano, as metas de sustentabilidade que têm pautado o percurso da empresa mantêm-se. «O início do ano está de acordo com o que temos perspetivado, um crescimento sustentado», concluiu Daniel Milheiro.