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Carrefour em expansão

O segundo maior retalhista do mundo, superado apelas pela Wal-Mart, apresentou vendas superiores ao esperado para o primeiro trimestre do ano, impulsionadas pelo crescimento na América Latina e melhor prestação do sector de hipermercados domésticos.

A quota de mercado do Carrefour aumentou 3% no primeiro trimestre de 2015, ocupando os lugares principais do índice francês CAC 40, o nível mais elevado desde novembro de 2010. O stock aumentou um terço desde o início do ano.

As vendas do grupo alcançaram os 21 mil milhões de euros no período de janeiro a março, um crescimento subjacente de 3,2%, superando as previsões delineadas pelos analistas que se fixavam nos 20,8 mil milhões de euros, correspondentes a um salto de 2,5%. O Carrefour irá intensificar o investimento multimilionário na melhoria dos seus espaços comerciais como forma de consolidar esta mudança.

O retalhista francês, cuja maior parte das vendas (73%) é feita na Europa, reduziu os custos e os preços, acelerou a expansão de lojas de conveniência, renovou os espaços comerciais e concedeu maior autonomia aos seus gerentes. «O Carrefour emitiu o que julgamos ser um muito bom desempenho de negociação para o primeiro trimestre», afirmou um analista da corretora Shore Capital.

«No principal mercado francês, as vendas aumentaram em todos os formatos. Fora de França, o Carrefour está a atuar muito bem na América Latina e robustamente em toda a Europa, exceto Itália». O retalhista adiantou que as vendas comparáveis aumentaram 12,5%, excluindo combustíveis e efeitos da sazonalidade na América Latina no primeiro trimestre, com um crescimento de 8,4% no Brasil.

A atividade comercial manteve-se fraca na China, resultando num decréscimo de 14% das vendas nesse país. O diretor financeiro do grupo, Pierre-Jean Sivignon, confirmou a intenção de lançar o negócio brasileiro do grupo no mercado de ações até ao final do segundo trimestre, mas ressalvou que «as condições de mercado não são adequadas por enquanto». Na mira de magnata brasileiro Abílio Diniz, detentor da empresa de investimentos Península Participações, anunciou ter aumentado a sua participação no grupo Carrefour de 2,4% para 5,07%, tornando-se o seu quarto maior acionista depois da família Moulin, do milionário Bernard Arnault e da firma de capital privado Colony Capital.

Uma fonte revelou que o milionário brasileiro se encontra em conversações, tendo em vista o aumento da sua participação e reuniu o apoio dos principais acionistas para a integração no conselho de administração do grupo francês, que deverá incluir a partir de julho. Diniz poderá ainda aumentar a sua participação, adquirindo parte da quota de 7% detida por Bernard Arnault. No entanto, o grupo Península desmentiu estas afirmações. Em dezembro de 2014, Abílio Diniz adquiriu 10% da unidade brasileira do grupo, tendo a opção de aumentar a quota até 16% nos próximos cinco anos.

«A parceria com Abílio Diniz em antecipação de uma potencial Oferta Pública Inicial (OPI) é provavelmente uma das melhores situações que o grupo poderia esperar, considerando a visão do mercado de Diniz e a sua experiência prévia como presidente demissionário do principal concorrente do Carrefour no Brasil», escreveu o analista da Bryan Garnier, Antoine Parison. Tags: Retalho,Empresas,Resultados