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Carvema quer marca a valer 50%

A especialista em tinturaria e acabamentos lançou a marca de malhas acabadas Bloomati by Carvema há cerca de um ano, com um portefólio de artigos de valor acrescentado não só para o sector moda mas também para o do desporto.

A Bloomati by Carvema tem sido apresentada em certames internacionais, onde está a despertar o interesse dos visitantes graças a um portefólio de vários tipos de malhas, que se destacam pelos acabamentos inovadores.

Além dos antibacterianos e da gestão de humidade, por exemplo, que começam já a ser correntes, a marca propõe artigos com tratamentos como o Stay Up, que promove o equilíbrio através da otimização os fluxos de energia na forma de raios infravermelhos, o Top Energy, à base de café, que estimula a atenção, a memória e o desempenho físico, ou o Young Skin, com aloé vera, que hidrata a pele e melhora a circulação sanguínea, só para referir alguns. «Temos fornecedores reputados de produtos auxiliares que têm este tipo de soluções», garante José Carvalho, administrador da Carvema.

Via verde

A isso soma-se a utilização de matérias-primas sustentáveis, como algodão reciclado e orgânico. O objetivo é ter uma marca diferenciadora no mercado.

«A Carvema é uma tinturaria com 45 anos de experiência no mercado, que tinge para clientes que fazem vestuário para grandes marcas. A Bloomati nasce da necessidade da Carvema de entrar noutro tipo de mercado, que não entrasse em choque com os nossos clientes. É daí que nasce a ideia do sustentável, dos acabamentos diferentes e da internacionalização», explica o administrador ao Jornal Têxtil.

Atualmente, a atividade da Carvema como prestadora de serviços está dedicada exclusivamente a clientes portugueses exportadores, enquanto a Bloomati by Carvema está vocacionada para os mercados externos. «Estamos apostados em chegar a Inglaterra, a França, a qualquer país da Europa», revela José Carvalho.

Os primeiros passos têm registado um feedback positivo, mas o administrador sublinha que há grandes desafios neste percurso. «Há 20 ou 30 anos atrás era mais fácil lançar uma marca, porque não havia grande concorrência e o mercado absorvia tudo. Hoje em dia não, uma marca demora alguns anos a implementar-se no mercado», afirma.

A meta, contudo, é que a marca venha «a representar 50%» do volume de negócios. Para isso, além da Europa, espera em breve chegar ao outro lado do Atlântico. «Os EUA são um mercado muito grande para ser ignorado», reconhece José Carvalho. «Uma marca não se pode cingir só à Europa. Uma marca tem que ir para onde for possível, seja a Europa, seja a América do Norte, a Ásia ou a América do Sul», admite.

Com 155 pessoas, a Carvema possui um departamento de I&D com cinco pessoas para acompanhar as novidades e desenvolver novos produtos. Em 2018, finalizou um projeto de investimento de dois anos na ordem dos 3,5 milhões de euros. «Estamos sempre a investir, todos os anos fazemos investimentos», assegura o administrador.

Depois de no ano passado ter evidenciado um crescimento de 18% do volume de negócios, que ultrapassou a barreira dos 8 milhões de euros, 2019 será «para manter ou até aumentar», fazendo crescer, lado a lado, a prestação de serviços de tinturaria e acabamentos e a Bloomati by Carvema.