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Casaco de proteína chega ao mercado

A investigação e desenvolvimento conjuntos entre a Goldwin, que detém a licença da The North Face para o Japão, e a Spiber resultaram no primeiro casaco de exterior fabricado com proteínas estruturais, que estará disponível, em edição limitada, em dezembro.

O modelo resulta de mais quatro anos de trabalho desde que o protótipo inicial da Moon Parka foi desvendado e é uma evolução considerável, referem as empresas. A mais recente versão do casaco apresenta um design básico pensado para ser usado “da rua à cimeira”, com um tecido que corresponde aos padrões de durabilidade e estabilidade da Goldwin. Inspirada pelo mantra “fazer mais com menos” do projeto The North Face Sp, que junta as duas empresas, a camada futurista está colorida em “dourado lunar”. O casaco tem um fecho duplo, dois bolsos e um emblema na zona do pescoço e na manga esquerda.

Um laminado impermeável e respirável forma a camada intermédia e o enchimento interior Cleandown, que assegura a retenção do calor, inspira-se na Himalayan Parka da Summit Series da The North Face, concebida para resistir ao frio e ser utilizada em expedições sob condições climáticas extremas.

O forro interior está estampado com uma fotografia da Terra tirada pela tripulação da missão Apollo 11 durante a primeira visita bem sucedida à superfície lunar. Segundo as empresas, a imagem personifica os conceitos subjacentes à Moon Parka, nomeadamente «as possibilidades sem fronteiras da Humanidade, assim como a convicção de que a ousadia e a audácia podem superar qualquer obstáculo». Aliás, esclarecem, o nome Moon Parka provém da palavra “moonshot”, que em inglês significa uma tentativa de cumprir uma tarefa extremamente difícil mas cujo sucesso poderá ter um enorme impacto.

Inovar para a sustentabilidade

A Goldwin e a Spiber defendem que o dever da atual geração é afastar-se de um modelo económico consumista a curto prazo, baseado na utilização de recursos petrolíferos não-renováveis, e avançar para um modelo mais sustentável com base em matérias-primas renováveis. Como tal, esperam chegar a uma solução para criar artigos de desporto que possam apoiar um estilo de vida em harmonia com a natureza e «ao fazê-lo, dar um contributo considerável para o desenvolvimento de um mundo sustentável».

Os materiais de proteína fermentada revelam um enorme potencial para utilização em diversas indústrias, acredita a Spiber. Com um processo de produção que usa açúcares derivados de plantas como matéria-prima, estes materiais «estão bem colocados para responder a uma pressão crescente do mercado para alternativas sem microplásticos e sem produtos de origem animal na indústria de vestuário», explica a empresa.

A Moon Parka deverá ser lançada numa edição de 50 peças, inicialmente apenas no Japão e por sorteio entre os interessados, com um preço de 150 mil ienes (cerca de 1.300 euros), a que se somam os impostos.

Entretanto, a Spiber começou a construção de uma unidade para o fabrico em massa das suas matérias-primas de base proteica em Rayong, na Tailândia. Com uma capacidade anual de várias centenas de toneladas, a fábrica deverá tornar-se na maior unidade de fermentação de proteína estrutural. A produção comercial deverá começar em 2021.