Naquela que foi a edição dedicada ao outono-inverno 2017/2018, a semana de alta-costura abriu as portas a duas marcas americanas de pronto-a-vestir – Rodarte e Proenza Schouler – e honrou um dos seus mais reputados anfitriões, Karl Lagerfeld.
Na passada quarta-feira, durante a semana de alta-costura de Paris dedicada ao outono-inverno 2017/2018, Yuima Nakazato garantiu ter criado uma técnica digital capaz de revolucionar a moda. O vestuário customizado em larga escala irá, segundo o designer nipónico, democratizar o acesso à alta-costura – e procurou comprová-lo em passerelle.
Este ano, os estudantes de moda e design do Amsterdam Fashion Institute e o portal de tendências WGSN uniram forças para desenvolver 12 looks com o objetivo de promover e explorar a apropriação da moda no território do denim. Embora existisse uma expectativa muito grande torno do design inovador em termos de silhueta e conceito, as soluções de design sustentável foram um fator crucial.
Depois da estreia das norte-americanas Rodarte e Proenza Schouler, as veteranas na passerelle da alta-costura – Christian Dior, Schiaparelli e, na vaga mais recente, Iris Van Herpen – iluminaram Paris com a esperada dicotomia: tradição e inovação. As instituições do luxo mostraram por que motivo continuam a estar no topo da pirâmide do savoir-faire.
Dedicada à moda há 30 anos, Anabela Baldaque encontrou um público fiel para as suas criações de norte a sul do país, das mais novas às não tão jovens. Uma paixão que se mantém ainda hoje e que leva a criadora a ponderar novos desafios, como o sonho de concretizar uma linha de lingerie.
Conhecido pela vontade premente de adaptar as roupas ao corpo em peças plissadas e estruturais, Issey Miyake foi o designer responsável pela agitação do status quo da moda nos anos 80 e 90 e, também, pelo estilo do cofundador da gigante Apple, Steve Jobs – a camisola preta de gola alta, entretanto, ganhou uma nova vida.

Paris sem regras

Homens de saias, apresentações em parques de estacionamento, críticas à moda rápida – Paris decidiu quebrar regras e, na mais recente semana de moda masculina, foram os rebeldes que garantiram um lugar ao sol nos destaques dos media. Thom Browne, Vetements e o designer português Hugo Costa marcaram alguns dos momentos altos do calendário, mas a voz masculina da Dior, Valentino ou Louis Vuitton continuou a fazer-se ouvir.
“O design como fator crítico nacional” foi o tema da conferência organizada pela Apiccaps, em associação com a Anivec e a Aorp, mas mais do que um debate, a resposta afirmativa de todas as partes – secundada por exemplos nacionais concretos, como Luís Onofre, Vista Alegre, Boca do Lobo ou Josefinas – acabou com todas as dúvidas.
Antes do desfecho, em Paris, o périplo pelas semanas de moda masculinas fez uma visita a Milão, que abriu as portas à comunidade moda entre os dias 17 e 20 de junho e ofereceu a chave da cidade a marcas como Versace, Fendi e Prada, honrando em simultâneo o trabalho de designers emergentes e recebendo os 30 anos de Miguel Vieira.
Mar, tradição, diversidade, coragem, cultura, história, saudade, estilo e moda… Os portugueses, designers e marcas, estiveram dois dias em Paris no Showcase ModaPortugal e colocaram no pedestal o orgulho, a criatividade, o design e o know-how que tornam o nosso país único e excecional.

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