Novos ventos sopram do mundo do luxo. A influência dos millennials, a procura por materiais mais sustentáveis, a digitalização da economia e a ascensão do luxo acessível são alguns dos fatores que estão a moldar o futuro e que estiveram ontem em debate pelos grandes nomes da indústria na FT Business of Luxury, em Lisboa.

Moda sem mulheres

Quatro mulheres assumiram recentemente o leme criativo de algumas das principais casas de moda europeias, permitindo que as vozes da indústria anunciassem o fim do clube masculino de criativos. Maria Grazia Chiuri e Clare Waight Keller tornaram-se as primeiras diretoras da Dior e Givenchy, respetivamente, enquanto Natacha Ramsay-Levi assumiu a Chloé e Bouchra Jarrar é a primeira mulher a conduzir a Lanvin desde que Jeanne Lanvin fundou a marca, em 1889. Porém, este quarteto é a exceção.
Na véspera da Copenhagen Fashion Summit, a entidade organizadora Global Fashion Agenda e o Boston Consulting Group divulgaram um relatório que avaliou a performance da indústria em todas as questões relacionadas com a sustentabilidade. E a nota não foi positiva.
Mariana Almeida, aluna da ESAD, saiu de Frankfurt com dois prémios do Innovative Apparel Show na Techtextil: a jovem designer não só ficou com o segundo lugar no prémio do público como foi a grande vencedora do prémio único atribuído pelos leitores da TextilWirtschaft.com
Procurando acompanhar as transformações ocorridas nos últimos anos nos hábitos de compra dos consumidores e munindo-se de armas que lhes permitam fazer frente à concorrência global, designers como Katty Xiomara, a dupla Alves/Gonçalves, Luís Carvalho, Luís Buchinho e Alexandra Moura estão prontos para fazer deslocar as suas vendas.
Terminada a semana de sensibilização e consciencialização para o verdadeiro custo do vestuário – a Fashion Revolution Week –, que levantou a questão “quem fez as minhas roupas?” à escala global, importa conhecer os recursos – de documentários a apps – que procuram dar resposta a esta e outras questões.
A meio da renovação de primavera dos guarda-roupas, colocam-se questões como: De onde vêm as tendências? Estão a suceder-se mais rápido do que nunca ou não tão depressa como deveriam? A sua velocidade acabará por matá-las ou por lhes dar mais força? Como seria de esperar, os especialistas têm diferentes respostas para a mesma pergunta.
A mais recente edição da semana de moda de São Paulo apostou alto no modelo ver agora/comprar agora – algo que teve implicações no alinhamento do certame, com vários designers emergentes convidados a apresentar as respetivas coleções e a surpreenderem a assistência.
Consumo sem género ou nova masculinidade são apenas duas das recentes entradas do dicionário do menswear. Designers como Miguel Vieira, Júlio Torcato ou Alexandra Moura têm vindo a atualizar o seu vocabulário, mas estarão a falar a mesma língua do homem atual e a capitalizar com o crescimento das vendas do segmento?
Na primeira segunda-feira de maio, a Gala do Met assinala a abertura oficial da grande exposição de primavera do Costume Institute, em Nova Iorque. Este ano, celebrou-se Rei Kawakubo e os coordenados de nomes como Rihanna e Katy Perry esforçaram-se por se alinhar com o vanguardismo da marca fundada pela designer nipónica, a Comme des Garçons.

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