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Chapéus há muitos…

A loja já não é nenhuma criança, aliás os seus 120 anos reflectem um pouco das histórias que este estabelecimento tem para contar… Por ali passaram reis e presidentes da república, poetas de rua e escritores actuais. Apesar de todas as voltas da vida, a Chapelaria Azevedo Rua contínua a preservar as raízes e a ser gerida por familiares dos fundadores, neste caso especificamente por Manuel Azevedo, neto do fundador, e por Graça Fonseca, prima do primeiro. Situada no Rossio, na Baixa Pombalina, este estabelecimento- que segundo os gerentes«já se tornou num dado adquirido para todos»- tem ao dispor do público chapéus e bonés para todos os gostos e à medida de cada um. Muitos dos quais são relíquias que resistem ao tempo… Quanto aos clientes, estes não são apenas nacionais, mas o estabelecimento fornece também muitos dos seus produtos para o mercado brasileiro e igualmente para o japonês. Origens Nortenhas O que é agora um estabelecimento de renome e uma chapelaria de notoriedade internacional, começou por nascer num acaso, quando Manuel Aquilino d’Azevedo Rua deixou os socalcos do Douro arruinados pela filoxera e rumou à capital. O dinheiro que trazia consigo e que lhe tinha sido emprestado por um tio padre não era muito, mas era o suficiente para se aventurar e abrir duas lojas de chapéus, no Rossio, as quais rapidamente se tornaram num sucesso entre os lisboetas. Durante décadas, a chapelaria ditou a moda, mas o negócio ganharia um novo fôlego em 1988, quando o neto e o bisneto do fundador tomaram conta da loja do Rossio e deram um novo rumo ao negócio, restaurando o espaço e apostando sobretudo no mercado feminino. A partir daí, e enquanto a maior parte das chapelarias nacionais iam fechando, a Chapelaria Azevedo Rua ia-se adaptando e ganhado terreno tanto a nível nacional como internacional. Hoje em dia, a Chapelaria Azevedo Rua tem chapéus para todos os gostos e feitios e contínua a ser um ponto de referência na venda dos mesmos, tanto a nível nacional como internacional. Caso para dizer que os seus proprietários souberam usar a cabeça de forma inteligente e não apenas para enfiar o chapéu.