Início Notícias Vestuário

Cherrypapaya: de mãe para pais

Sandra Barradas foi mãe de uma menina e, uns anos depois, fez nascer uma marca de vestuário infantil. Resumindo, é esta a origem da Cherrypapaya, que acompanha, aquém e além-fronteiras, as traquinices dos mais pequenos desde os 3 meses até aos 11 anos, num diálogo de mãe para pais promovido pelo algodão orgânico.

«Tenho formação em engenharia têxtil, sempre trabalhei na área têxtil. Entretanto, e isto é uma história muito comum, fui mãe e não encontrava as peças que gostaria de vestir à minha filha, isto é, mais práticas. Em Portugal ainda era tudo muito tradicional», explica a fundadora da Cherrypapaya ao Jornal Têxtil (edição de maio 2017). «Acho que as crianças devem ter roupa divertida e comecei eu a divertir-me também», sublinha.

Com o know-how necessário para transformar motivação e diversão num negócio de sucesso, pouco tempo depois de colocar à venda a primeira coleção, logo surgiram pedidos de endereços internacionais. «Quando lancei a marca, pensava que ia fazer t-shirts para vender em Portugal e, logo com a primeira coleção, comecei a ter lojas a quererem comprar as peças, em países como Itália, Polónia, EUA», revela Sandra Barradas.

A popularidade da coleção de estreia, dedicada à primavera-verão 2014, deveu-se sobretudo a um pormenor doce, que acabaria por açucarar os verões seguintes. «Em 2014 comecei com um tema de que as pessoas gostaram muito, inspirado nos doces e nos gelados e ficou quase como a imagem da marca, todos os verões se repete a t-shirt dos gelados», conta.

Com uma produção realizada exclusivamente em território nacional e coleções pautadas pela criatividade, a Cherrypapaya ganhou como traço distintivo a qualidade do “made in Portugal” e o conforto do 100% algodão orgânico.

Com portal de comércio eletrónico de venda direta, presente em mercados urbanos e no canal multimarcas dentro e fora do país – em Portugal a Cherrypapaya está à venda em cinco lojas e, além-fronteiras, Itália, Kuwait e EUA já se renderam à marca –, a assiduidade em certames conceituados é o atual foco do negócio. «Este ano comecei a ir às feiras internacionais. Estive na Pitti Bimbo, em Itália, para integrar o espaço novo, The Nest, e fiz também a Playtime Paris, numa área com marcas que estavam pela primeira vez no salão», adianta Sandra Barradas sobre as viagens de 2017, depois de um ano de crescimento a dois dígitos.

Ressalvando que estes são apenas os «primeiros passos da internacionalização», o alvo da marca é o Velho Continente, mas o Novo Mundo convida à aventura. Os planos para o futuro passam por «piscar o olho aos EUA, que são um grande mercado onde também temos a feira Playtime, que faz Paris, EUA e Tóquio. É uma das minhas aspirações a curto/médio prazo», afirma ao Jornal Têxtil, acrescentando que outra ambição para a Cherrypapaya é a abertura de um showroom na cidade do Porto.