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Chic adapta-se às gerações jovens

A feira de moda que decorreu em Xangai, de 25 a 27 de setembro, abriu portas a 698 expositores e 718 marcas de 10 países. Mais de 58 mil visitantes garantiram a estabilidade do certame chinês deste outono comparativamente às edições precedentes.

Durante os três dias da Chic, os expositores tiveram a oportunidade de mostrar as novas coleções numa área de 62 mil metros quadrados no Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai. A feira, à semelhança das edições passadas, atuou como uma plataforma abrangente de recursos de qualidade que integrou várias funções como negociação comercial, desenvolvimento de canais, integração de recursos, cooperação internacional, inspeção de mercado, lançamento de tendências, cooperação entre indústrias e conexão de capital.

A organização da Chic comprometeu-se, uma vez mais, a inovar com base nas mudanças na indústria de moda e no mercado. Prova disso foram as declarações do presidente do certame e também da Associação Nacional de Vestuário da China, Chen Dapeng. «A Chic é um reflexo do mercado chinês de vestuário extremamente dinâmico, em que os consumidores são os mais rápidos a adaptarem-se às novas tendências de todo o mundo» explicou Dapeng. «Todos os desenvolvimentos do mercado estão na Chic, com as ferramentas de serviço voltadas para o networking entre os parceiros de mercado», afirmou.

Como consequência das mudanças a que o mercado foi exposto nos últimos anos, esta edição foi moldada pela geração mais jovem. «O mercado chinês está a passar por mudanças às quais nunca foi exposto nos últimos 100 anos: uma sociedade em constante mutação, pensada para as gerações mais jovens, que têm o desejo de individualização, transformação tecnológica, digitalização de toda a cadeia de produtos e crescente responsabilidade social ecológica das empresas. Deste modo, a Chic é a base confiável usada por todos os participantes do mercado» assegurou o presidente da Chic.

Vendas e sustentabilidade

Os analistas estimam que as vendas de retalho da China aumentem 3,5% este ano, depois de terem atingido um pico de 7,5% em 2018, com um ligeiro declínio previsto no próximo ano, mas a ultrapassar os Estados Unidos em 2021 e a exceder os 6 biliões de dólares (5,5 biliões de euros).

As vendas de vestuário estão igualmente a crescer: mais 6% no ano passado e mais 2,6% este ano, de janeiro a julho, e. O abrandamento, aponta a organização da Chic em comunicado, «ilustra os efeitos da disputa comercial com os EUA», que se traduziu numa incerteza geral sobre o mercado chinês.

Entre as medidas adotadas pela organização da feira para combater a incerteza estiveram uma campanha de publicidade na rede social WeChat e eventos na própria Chic, incluindo a presença da estrela de cinema Wenzhuo Zhao, um dos artistas de kung fu mais conhecidos do país. O ator foi nomeado embaixador de moda sustentável pelo Conselho Nacional de Têxtil e Vestuário da China, que patrocina a chamada Sustainability Zone na feira e que está a desenvolver uma plataforma para a classificação de ingredientes nocivos para os têxteis.

Um reflexo do mercado

A Chic esteve dividida em 10 segmentos pensados para refletir a moda e o estilo de vida na China: New Look (moda feminina), Impulses (moda de designer), Urban View (moda masculina), Chic Tailoring (vestuário feito à medida), Heritage (couro e peles) Chic Kidz (moda de criança), Chic Young Blood (jovens e marcas promissoras), Secret Stars (acessórios), Bags & Shoes (malas e calçado) e Future Link (desenvolvimentos inovadores para a indústria da moda).

Tópicos como “E-Marketing nas redes sociais”, “Tráfego Digital, reformular o retalho – Fórum de inovação digital omnicanal” e a apresentação das tendências para o outono-inverno 2020/2021 pelo WGSN foram algumas das portas abertas para os visitantes da Chic, que já tem data marcada para a edição de primavera, de 11 a 13 de março de 2020.