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Chic cada vez mais ligada

O salão internacional de moda quer manter as expectativas em alta para a edição da primavera e, por isso, reuniu um leque de ferramentas úteis com vista a conquistar o mercado «mais cobiçado». A prioridade para março de 2020 é ligar os expositores aos visitantes.

A próxima edição da Chic decorre de 11 a 13 de março de 2020 em Xangai. A maior feira internacional de vestuário e acessórios da Ásia tornou-se uma paragem obrigatória para quem quer prosperar nesta latitude. Segundo a organização do certame, trata-se de «conectar os clientes ao comércio de moda mais cobiçado para uma entrada eficiente no mercado».

Desde a criação da Chic em 1993, a feira procurou abranger conceitos como negociação comercial, desenvolvimento de canais, integração de recursos, cooperação internacional, conexão de capital, lançamento de tendências, cooperação entre indústrias e prospeção de mercado. Apesar das conceções base se manterem ao longo das edições, o certame procura inovar de ano para ano com base nas mudanças da indústria de moda, de forma a promover o desenvolvimento das marcas e do mercado chinês.

«O mercado chinês está a desenvolver-se a um ritmo acelerado e hoje a China tem um mercado de moda maduro, com os principais players, estruturas desenvolvidas e consumidores que ditam tendências», afirma Chen Dapeng, presidente da feira de moda e da China National Garment Association. «O novo conceito da Chic reflete essa transformação do mercado, define as tendências para o futuro e conecta-se com eficiência aos visitantes para possibilitar negócios intercontinentais», explica.

O Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai vai receber as novas coleções e tendências do sector, com uma área de 145 mil metros quadrados, bastante superior à última edição, que contou com 117.200 metros quadrados. Estão previstos cerca de 100 mil visitantes e, até ao momento, estão confirmados quase mil expositores.

Mudanças e segmentos

A organização da Chic está a implementar medidas de marketing para conseguir fomentar ao máximo a relação entre os expositores e os visitantes. Umas das iniciativas nesse sentido é fomentar a colaboração com líderes de opinião chineses e blogs de moda influentes, já que pode ser uma «ferramenta extremamente importante para alcançar o consumidor chinês e impulsionar o produto no mercado», refere em comunicado.

Amplificar «a cooperação com plataformas de vendas como o Tmall e o Alibaba é um passo a tomar para que as marcas internacionais tenham o apoio destas plataformas de forma a facilitar a abertura de lojas nestes portais de venda ou em aplicações de retalho de luxo como a Little Red Book», mas também intensificar «a relação com parceiros de retalho VIP como os compradores Yintai  Group, plataformas online como a Amazon e grandes armazéns e centros comerciais como Beijing  SKP».

Contudo, as alterações não ficaram por aqui, uma vez que a Chic 2020 decidiu, pela primeira vez, dividir os segmentos da feira em áreas independentes com novas nomeações de títulos que traduzem o valor do mercado de consumo chinês. Esta modificação pretende «clarificar a comunicação de cada segmento e fazer com que a orientação dos visitantes seja mais fácil», justifica a organização.

Os segmentos Chic Worldwide, Chic Men’s, Chic Women’s, Chic Winter’s, Chic Kidz, Chic Impulses, Chic Young Blood, Chic Tailoring, Chic Accessories, Bags & Shoes e Chic Sourcing vão estar divididos pelos cincos halls da feira. Na edição de março, o segmento que promove a internacionalização, Chic Worldwide, vai estar em destaque, uma vez que as coleções neste nicho de mercado são cada vez mais procuradas pelos consumidores chineses, apreciadores de marcas de alta qualidade, impulsionadas por fatores como exclusividade, diferenciação e individualidade. Desta vez, a área Chic Worldwide estará no centro da feira, na entrada norte.

Tendências do comércio

A Chic vai abrir portas a vários países, entre os quais Itália que, por norma, tem a maior participação na feira com 30 marcas nos sectores de calçado, bolsas e acessórios. A França vai expor pronto-a-vestir feminino e masculino, assim como acessórios destinados a um público mais jovem. Já a Alemanha, com o apoio da Messe Düsseldorf, vai levar a moda premium até Xangai, que também vai receber expositores da Polónia, Suíça, Singapura, Turquia, India e Espanha, entre outros.

Ao longo dos três dias, a Chic Shows vai servir de palco para os múltiplos desfiles dos expositores da feira, que ditam as últimas tendências no mundo da moda. Para reforçar a conetividade entre expositores e visitantes, num mercado em contínua mutação, a área Chic Talks tem como objetivo dinamizar a feira ao disponibilizar um espaço destinado ao debate sobre a indústria e à partilha de informações essenciais para o negócio.