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Chic devolve sensação de bem-estar

O salão de moda está de regresso a Xangai de 17 a 19 de março, e não 10 a 12 como previsto, face ao evoluir da pandemia à escala global. A sustentabilidade será a temática em destaque no certame, que acolherá 905 expositores e ainda disponibilizará a plataforma digital Chic Online.

[©Chic Shanghai]

O Centro Nacional de Exposições e Convenções de Xangai vai, deste modo, abrir portas à feira consagrada à moda, que além de promover as sinergias do sector, vai assinalar a retoma da economia chinesa, que atingiu o nível do pré-pandemia, com um crescimento de 6,5% no quarto trimestre de 2020. A McKinsey prevê um aumento de 5% a 10% das vendas na China em 2021, comparativamente a 2019.

Esta evolução, tem permitido que as marcas de moda de luxo, em particular, tenham conseguido melhorar os números de vendas e fez com as vendas mundiais do comércio eletrónico surgissem em primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo. Por sua vez, o rendimento médio per capita dos consumidores aumentou 3,8% no ano passado.

Nesta edição, a Chic irá receber 905 expositores e 932 marcas. Está prevista a presença de cerca de 95 mil visitantes profissionais, provenientes de todas as áreas de retalho, incluindo as plataformas de vendas online mais relevantes. Já as iniciativas online do certame, que decorrem paralelamente à feira, têm registado uma média de 150 mil cliques por edição desde abril do ano passado, destaca a organização, em comunicado.

Metas verdes

Com metas ambiciosas, a China comprometeu-se a tornar o país climaticamente neutro até 2060, o que, consequentemente, afeta diretamente a indústria de moda, que tem, cada vez mais, consumidores preocupados com a ética ambiental, razão pela qual os compradores têm vindo a ser mais recetivos a coleções sustentáveis com níveis de qualidade superior.

No estudo “State of Fashion 2021“, a McKinsey e o Business of Fashion analisam isso mesmo, visto que consideram que os fabricantes e os consumidores reconhecem mais a importância dos esforços conjuntos dos players da cadeia de valor para acelerar a sustentabilidade no sector. Nesta ótica e para corresponder à evolução tanto do consumidor como do mercado chinês, a sustentabilidade será a palavra de ordem no certame com o tema “Chic Garden”.

[©Chic Shanghai]
«Com a ajuda de especialistas no design de jardins, a feira vai transformar-se num paraíso de jardins inspirador que reflete a proximidade com a natureza e a valorização dos recursos naturais. Dá às pessoas uma sensação de bem-estar após o período de restrições e medos causados ​​pela pandemia», explica a organização da feira de moda, que estará dividido em várias áreas, nomeadamente a Chic Men´s, Chic Women´s, Chic Impulses (designer), Chic Young Blood (streetwear), Chic Kidz (kidswear), Chic Accessories, Shoes and Bags, Chic Tailoring, Chic Winter´s (Fur & Leatherwear), Chic Sourcing – Superior Factory/Denim, Chic Sourcing – Future Link (inovações para a moda e para o retalho).

Alternativas e cronograma

Devido às restrições nas viagens entre países, a participação na Chic está reduzida às empresas que poderão comparecer no evento através de parceiros locais, como é exemplo as italianas Calpierre e Duedi na Chic Tailoring, a alemã LangerChen na Chic Women’s e a sul-coreana Mannylonq na Chic Young Bood.

A Chic Online será a alternativa a adotar pelos fabricantes e visitantes que não poderão estar presentes fisicamente na feira, considerando a evolução da pandemia.

Uma vez que a China tem o maior mercado de comércio eletrónico do mundo, com mais de 830 milhões de pessoas a utilizarem a internet todos os dias, o marketing digital será uma ferramenta indispensável no mercado consumidor da China. Neste sentido, a Chic recorreu a vários canais para promover tanto a feira como os expositores que, através do formato digital, poderão dar a conhecer a respetiva gama de produtos, para que os visitantes possam entrar em contacto direto e negociar com as marcas.

[©Chic Shanghai]
Os workshops e os seminários habituais da Chic Talk vão realizar-se tanto online como offline, para apresentar e debater os últimos desenvolvimentos no mercado da moda chinesa. O mesmo acontecerá com o Chic Shows, que vai desvendar as últimas coleções líderes deste mercado, assim como novas marcas de moda. Nas passerelles físicas ou virtuais vão desfilar nomes como Hua Mu Shen, Jie Mo Yuan Chuang, Si Chou Hua Yuan, Yvonne Choi, Dumpty e Qz Shen, uma das mais recentes marcas de streetwear de Pequim.

Quanto à edição de outono da Chic, terá lugar em Xangai de 25 a 27 de agosto, com a presença esperada dos expositores internacionais. Já a Chic Shenzhen, depois da edição «bem-sucedida» no passado mês de julho, está agendada para 3 a 5 de novembro.