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China adia a liberalização do yuan

O Primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, reafirmou no dia 26 de Junho numa reunião de ministros das finanças da Ásia e Europa que a China ainda tem muito trabalho para fazer antes de avançar para uma taxa de câmbio mais flexível na moeda nacional. «É preciso fazer um grande trabalho preparatório e criar condições favoráveis para poder aguentar o impacto que vai trazer a mudança da taxa de câmbio do yuan», declarou Wen Jiabao, na abertura do Encontro de ministros das Finanças Ásia-Europa (ASEM), de acordo com o noticiado pela Lusa.

«Esta atitude responsável da China, não só é benéfica para a estabilidade macroeconómica do país, como também para a estabilidade e desenvolvimento dos países vizinhos», acrescentou Wen, no encontro a decorrer em Tianjin, cidade portuária vizinha de Pequim. A moeda chinesa está indexada ao dólar a uma taxa rígida na ordem dos 8,26 yuan (0,8 euros) por cada dólar norte-americano há mais de uma década.

Os parceiros comerciais da China, sobretudo os Estados Unidos, têm pressionado Pequim para liberalizar o câmbio da moeda, argumentando que esta está subavaliada, facto que torna as exportações chinesas mais competitivas. Wen afirmou que, no processo de reforma do yuan, o governo central quer garantir que a mudança é «controlável». Esta posição surge em seguimento das declarações do vice-presidente da República Popular da China, Huang Ju, na Conferência Monetária Internacional, que defendeu uma abordagem faseada à liberalização da moeda chinesa (ver notícia no Portugal Têxtil).

«A mudança da taxa de câmbio do renminbi (nome oficial do yuan) tem de ser feita numa situação de capacidade de controlo macroeconómico. Temos de impulsionar a necessária reforma, mas ao mesmo tempo não se pode perder controlo, para evitar o aparecimento grandes flutuações no mercado», frisou o Primeiro-ministro chinês.

O chefe de governo chinês disse que Pequim vai continuar a seguir o princípio de manter uma taxa de câmbio «basicamente estável», sublinhando que o ritmo das reformas será progressivo.

Na lista das preocupações de Pequim em relação ao impacto de uma valorização da moeda está a estabilidade macroeconómica, o problema do emprego, a capacidade do sistema financeiro do país, bem como o comércio internacional e outros países, enumerou o Primeiro-ministro.