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China beneficia com entrada na OMC?

Espera-se que as exportações aumentem, mas as importações podem também aumentar rapidamente como resultado do corte de algumas barreiras, explicou recentemente um professor universitário chinês. A China entrou para a OMC no final do ano passado e é agora forçada a aceitar a concorrência de outros países no seu próprio mercado interno. Pequim já começou a baixar as tarifas às importações e irá continuar neste ritmo nos próximos anos. Em complemento, as quotas de importação de produtos têxteis de vestuário serão completamente retiradas até 1 de Janeiro de 2005. Avaliando os custos de se integrar à OMC não é uma tarefa fácil. Apesar da indústria de vestuário chinesa beneficiar pela redução das tarifas nas importações de têxteis será também confrontada com a competição que surge dos países desenvolvidos, adiantou Qin Ji Gang, um professor da Universidade de Tsinghua, num seminário organizado pela exposição, Hong Kong Fashion Weekly. A China tem 1.3 biliões de habitantes e a venda a retalho de vestuário teve 502.78 mil milhões de euros em vendas em 2001, de acordo com Qin Ji Gang. Os grupos de vestuário dos países mais ricos podem ter um peso enorme no mercado chinês, tendo em conta que as fábricas chinesas de vestuário ainda não estão aptas a fabricar produtos de elevada qualidade e também têm falta de capacidade de design. O aumento do interesse por parte dos grupos Americanos e Europeus também poderá ajudar as empresas chinesas na modernização de equipamento e no desenvolvimento de estratégias de marketing. Apesar do maior exportador de têxteis e vestuário mundial, a China está cada vez mais a enfrentar concorrência dos países Asiáticos, tais como o Camboja e o Vietname, e para além disso tem também de se sujeitar às regulamentações ambientais impostas pelos países importadores.