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China colapsa preço da lã

Uma maior procura por produtos de lã fina e um menor interesse por tecidos laneiros pesados junto dos compradores chineses fez disparar os preços da fibra, com repercussões nas exportações desta matéria-prima na Nova Zelândia.

É expectável que as exportações de lã se mantenham nas 100 mil toneladas por ano, ao longo dos próximos cinco anos, o que representa um decréscimo de 30% do valor do início do século.

O diretor-geral da Bloch & Behrens Wool New Zealand, Palle Petersen, explica, num artigo publicado pela Stuff, que a diminuição no volume de exportações sempre esteve relacionado com o número de ovelhas. Aliás, em 2000, havia um total de 699 quintas de criação de ovelhas nos distritos de Timaru, Waimate e Mackenzie; em 2015 estas diminuíram para cerca de metade, ou seja, para 342. Já em 2014, pela primeira vez em 75 anos, o rebanho da Nova Zelândia ficou abaixo da marca dos 30 milhões. Havia 27,53 milhões de ovelhas no país, de acordo com o gabinete de estatística da Nova Zelândia.

Palle Petersen revela que o número de ovelhas tem vindo a diminuir desde os finais dos anos 80, tendo estabilizado nos dois últimos anos, o que suscitou rumores de que os números poderiam vir a aumentar.

Petersen admite que o preço baixou devido a uma diminuição da procura por parte da China, acrescentando que, nos últimos seis meses, os compradores chineses regressaram ao mercado e foram responsáveis por cerca de metade das exportações de lã da Nova Zelândia.

O responsável reconhece que a diminuição da procura proveio da menor apetência do Império do Meio por tecidos laneiros pesados, em favor de produtos de lã fina. «A lã Merino está a vender-se a preços altos, a nível histórico, e tem aumentado gradualmente nas duas últimas temporadas», adianta.

O preço da lã Merino duplicou nos dois últimos anos, à medida que a procura aumentou na sequência do seu uso em produtos de luxo, desde fatos italianos a vestuário exterior.

Membros do Ministério da Indústria Primária da Nova Zelândia acreditam que as exportações de lã vão permanecer relativamente estáveis ao longo dos próximos cinco anos e mais altas do que o total de 2017.