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China diminui exportações de tecidos de algodão

Ao longo dos últimos anos, os fornecedores asiáticos, tal como o Cambodja e o Vietname, emergiram como centros privilegiados para as operações de corte e costura da indústria do vestuário. Durante 2004, o Vietname afirmou-se como o oitavo principal fornecedor de vestuário para o mercado norte-americano, com o Cambodja na décima primeira posição. Mais de 80% dos tecidos utilizados por estes dois países nas suas operações de corte e costura, tem origem na China.

Esta necessidade prende-se com o facto do Cambodja não possuir uma infra-estrutura têxtil, enquanto que no caso do Vietname, apesar do elevado número de fiações de algodão instaladas, a produção de tecido tem sido muito limitada e incapaz de responder aos requisitos qualitativos do sector têxtil. Estes factores levaram à dependência dos tecidos com origem na China.

A China permanece como um significativo exportador de tecidos de algodão, mas o volume de tecidos que estão a ser processados internamente está a aumentar de forma significativa. A produção chinesa de vestuário atingiu um valor recorde em Setembro e tem registado um crescimento anual de 14,5%. Esta taxa de crescimento está a aumentar o consumo de tecidos de algodão. Em resultado desta conjuntura, é dada cada vez menor relevância às exportações de tecidos. Para além deste factor, tem-se verificado que as exportações chinesas de tecidos já não estão a recorrer a políticas de preços agressivas, como já se tinha registado anteriormente.

Durante o mês de Setembro, as exportações de tecidos de algodão totalizaram 438.210.000 metros, reflectindo uma quebra de 1,3% relativamente ao ano anterior. O volume mensal de exportações de tecidos de algodão registou quebras em sete dos últimos nove meses. As exportações acumuladas de Janeiro a Setembro atingiram os 3.138.820.000 metros, reflectindo uma quebra de 11,1% relativamente a igual período de 2003. Em diversos mercados, os tecidos com origem na China perderam quota de mercado para os seus concorrentes, nomeadamente a Índia e o Paquistão.

Durante o mês de Setembro, a produção chinesa de vestuário atingiu um novo valor recorde de 1,052 mil milhões de peças, reflectindo um aumento de 18,8% relativamente a igual período de 2003. Durante os primeiros nove meses do ano, a produção acumulada de vestuário cifrou-se nos 8,434 mil milhões de peças, reflectindo um crescimento de 14,5% relativamente a igual período de 2003.

Á medida que as exportações de tecidos de algodão vão diminuindo, tem-se registado uma tendência inversa com as importações. Existe um volume crescente de produtores asiáticos que estão a exportar os seus tecidos de algodão para a China. Durante o mês de Setembro, as importações de tecidos de algodão registaram uma subida de 0,4% relativamente a igual período de 2003, cifrando-se nos 125.270.000 metros. O volume acumulado de importações, entre os meses de Janeiro a Setembro, registou uma subida de 2,3%, cifrando-se um total de importações de 1.110.430.000 metros. O Paquistão ocupa a primeira posição entre os principais fornecedores de tecidos de algodão.

A transição da China para uma posição mais forte como importador de tecidos de algodão, está a originar o maior consumo de algodão nos países da região.