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China e Índia à conquista do mercado norte-americano

Com a abertura do mercado norte-americano às importações de têxteis e de vestuário, o confronto entre os exportadores chineses e indianos era uma das consequências esperadas, prevendo-se a vantagem da China nesta contenda. 

De acordo com o revelado pelos dados estatísticos fornecidos pelo departamento do comércio dos EUA, a Índia e a China revelaram a sua capacidade de aproveitar as novas oportunidades de negócio que surgiram em 2005. As importações norte-americanas com origem nestes dois países aumentaram durante o primeiro trimestre de 2005, relativamente a igual período de 2004.

O aumento das exportações chinesas foi generalizado, registando ganhos de quota no volume de mercado em todas as categorias de artigos de vestuário. Os aumentos mais significativos encontram-se em diversas categorias como: peúgas de algodão (categoria OTEXA 332) onde a China aumentou o volume de exportações em 1.508%, saias em malha (categoria 339) que aumentaram 1.615%, calças de algodão para homem (categoria 347) com uma subida de 1.417% e calças de algodão para senhora (categoria 348) com uma subida de 1.553%.

As exportações indianas também registaram subidas significativas em volume, embora de forma menos expressiva do que a China, com foi o caso das exportações de peúgas de algodão (categoria 332) que aumentaram 218% e das saias de algodão (categoria 342) que aumentaram 188%.

Com a eliminação das quotas alfandegárias, a análise também revelou uma diminuição generalizada nos preços de exportação da China. Apesar do preço unitário não se encontrar abaixo do indiano em todas as categorias de artigos, registou-se uma diminuição significativa nos preços chineses, os quais ou se aproximaram dos praticados pelos exportadores indianos ou ficaram abaixo dos preços indianos em algumas categorias.

No entanto, com as novas restrições aplicadas pelos EUA sobre as importações de diversas categorias de artigos têxteis e de vestuário com origem na China, resultando no iminente esgotamento das quotas disponíveis (ver notícia no Portugal Têxtil), é possível que se verifiquem modificações significativas nos resultados das exportações chinesas e indianas no mercado dos EUA.