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China lucra com a entrada na OMC

A China quer atingir mais de 60 mil milhões de euros em exportações durante o corrente ano, adiantou o jornal oficial do Governo, China Daily, na passada terça-feira. Este objectivo deverá ser atingido tirando o maior partido possível dos novos mercados que estão a abrir, depois da ascensão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) no passado mês de Dezembro. A indústria têxtil chinesa é o sector que mais dinheiro faz circular, somando 20% do total de exportações do país no ano passado, no valor de 61.3 mil milhões de euros. Tiveram um lucro de 3.11 mil milhões de euros no passado ano, uma diminuição de 11.6% de um ano para o outro. Zhang Li, delegado do Secretariado de Operações Económicas da State Economic and Trade Commission, adiantou que a indústria espera ter um lucro de 3.45 mil milhões de euros este ano. A chave para atingir estes objectivos é o melhoramento na competitividade internacional de empresas individuais, afirma Li, acrescentando que “os esforços de melhoramento serão levados a cabo através de uma estratégia de ajustamento, inovação e upgrade”. Os fundos obtidos serão colocados à disposição para ajudar empresas a investir em novas tecnologias que estejam de encontro com as necessidades do mercado. Du Yuzhou, presidente da Associação da Indústria Têxtil da China, foi citado pelo mesmo jornal afirmando que «para os produtos que tiverem as suas quotas canceladas, as empresas devem conseguir obter mais quota de mercado e prevenir competição viciosa nos preços de exportação». Para os produtos cuja restrição de quotas não for cancelada, as empresas deverão fazer uso completo das quotas e esforçar-se por abrir mercados livres de quotas como a Rússia, Europa de Leste e África, adiantou. Du Yuzhou afirmou que a indústria deverá aplicar as directivas da OMC para proteger os interesses da indústria têxtil. «Os departamentos preocupados deverão treinar as empresas em regulações de comércio internacional para as ajudar a fazer bom uso das medidas de anti-dumping e medidas protectoras para salvaguardar os interesses da indústria têxtil».