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China vai aumentar exportações para a UE em 2005

A China ultrapassou em diversas categorias o nível de quotas da União Europeia em 2002, como um claro sinal de que as exportações chinesas para União Europeia vão aumentar em 2005. As importações da União Europeia vindas da China estiveram longe de aumentar no ano passado nas categorias ainda sujeitas à imposição de quotas. Esta situação não foi no entanto, uma surpresa desde que a China tem usado totalmente as suas quotas na grande parte das categorias da União Europeia nos últimos anos. Como resultado do acesso à OMC, as barreiras quantitativas foram removidas de várias categorias, efectivas desde 1 de Janeiro de 2002. Ao mesmo tempo, a China beneficiou do aumento anual da quota, tal como todos os outros membros da OMC. Desde que os aumentos anuais, apesar de pouco elevados, foram aceites pela UE a aceleração não teve um impacto significativo a nível das quotas atribuídas à China. Em 2001, o aumento das quotas variaram de 0,1 por cento para 2 por cento para a maior parte das categorias da União Europeia. Em 2002, o crescimento das quotas situou-se entre os 0,31 por cento e os 2,6 por cento o que não faz grande diferença. Como resultado desta situação, a subida das exportações foi limitada a uma média entre os 4 e os 5 por cento, mais do que o crescimento das quotas iniciais, tendo várias categorias beneficiado do ajustamento dos limites da União Europeia. No entanto, houve algumas excepções para categorias que não foram totalmente preenchidas em 2001. Por exemplo, as importações da União Europeia de fios de algodão chineses subiram 179 por cento na categoria 1 depois de terem subido 684 por cento em 2001, mas a níveis muito baixos. Os níveis das quotas não excederam os três por cento em 2002 para a categoria 1. Na categoria 2 (tecidos de algodão), as importações da China subiram 12,42 por cento após terem descido 2,9 por cento em 2001. Como resultado, os níveis das quotas passaram de 95 por cento em 2001 para 106,4 por cento. Na categoria 3 (tecidos de fibras sintéticas) registou-se também um aumento de 23 por cento com a quota de saturação a chegar aos 108 por cento. As importações não subiram tão rapidamente nas já saturadas categorias do vestuário, excepto na categoria 12 (meias de lã e collants) onde as exportações subiram 20 por cento com uma quota de saturação a chegar aos 111,5 por cento. As importações aumentaram 13,2 por cento na categoria 16 (fatos de fibra) com o nível das quotas a subir de 88,88 por cento para 99,2 por cento. Mais importante, num total de 33 categorias básicas, apenas 7 não foram preenchidas em 2002, incluindo as categorias 1 (fios de algodão), 14 (sobretudos de homem e criança), 17 (blusões de homem e criança), 22-23 (fios de fibras artificiais) e 97 (tecidos de malha e cordame). Os limites foram alcançados ou quase alcançados para todas as outras categorias, incluindo as extremamente sensíveis categorias 4 (camisolas de malha, 101 por cento), 5 (pullovers, 98,7 por cento), 6 (calças, 100,08 por cento), 7 (blusas, 98,53 por cento), 8 (camisolas de fibras para homem e criança, 100,18 por cento), etc… Longe de abrandar a pressão, a China foi fortalecida em 2002 apenas dois anos antes do esperado aumento de 2005.