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Choque tecnológico

Ao longo de 2017, os tentáculos da tecnologia invadiram empresas e retalho, moda e materiais e, por isso, o Portugal Têxtil precisou também de vários braços – notícias, neste caso – para dar conta do impacto da evolução tecnológica nos diferentes sectores que acompanha.

No âmbito dos dias da inovação do retalho, nos últimos 12 meses, o Portugal Têxtil deu um destaque muito particular à realidade virtual e aumentada (ver Comprar sem barreiras), ao hibridismo do omnicanal (ver Omnicanal é a chave de 2017), às novas formas de distribuição e pagamento, como a leitura de retina (ver Bem-vindo à loja do futuro), e aos novos “funcionários”, os robots – que já estão nos corredores do Walmart, da Lowe’s e de outras grandes cadeias de retalho norte-americanas para gerirem stocks, verificarem preços, podendo até identificar clientes infelizes (ver Robots sentem consumidores).

O retalho feito de experiências (ver Retalho de olhos postos em 2018) e a customização (ver Tecnologia e personalização balizam retalho) foram outros dos assuntos na ordem do dia.

Pepper

Na primavera, os resultados do “ICSC Retail Technology Survey” mostraram que os consumidores, independentemente da faixa etária, estão à procura de uma maior integração da tecnologia na sua experiência de compras. A pesquisa com 1.000 adultos revelou que, até 2020, o consumidor espera ter acesso aos produtos/tamanhos disponíveis em loja sem precisar de um vendedor (62%); ver, com a ajuda da Realidade Virtual (RV) como o mobiliário se enquadra na sua casa antes de efetuar a (55%); compilar uma lista de compras numa app e receber um mapa para localizar os produtos em loja (54%).

Sewbo

Também ao longo deste ano, a chamada 4.ª revolução industrial deixou de estar apenas no radar das empresas para se tornar uma realidade. Até 2020, as empresas na Europa vão investir anualmente 140 mil milhões de euros na Indústria 4.0 (ver Portugal e a Indústria 4.0).

No entanto, evolução tecnológica não é apenas internacional, verificando-se também em Portugal. Em território nacional, segundo os resultados de um estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC), publicado no Portugal Têxtil em julho, 86% das empresas esperam nos próximos cinco anos ver os seus processos, das cadeias de valor horizontal e vertical, altamente digitalizados e automatizados.

Neste âmbito, Olha o Robot! e a indústria 4.0 deram o mote à edição de maio do Jornal Têxtil.

myPartner

Com a ascensão da Indústria 4.0 e da economia digital, as novas tecnologias tornaram-se centrais para o desenvolvimento do negócio (ver A moda na indústria 4.0).

O ERP Dynamics NAV Fashion, implementado pela myPartner, quer dar uma ajuda, como mostrou em abril o workshop Fit for Fashion III, que contou com o testemunho da Ezpeleta.

Também em abril, no coração do seu centro tecnológico em Bordéus-Cestas, a Lectra revelou a estratégia que vai nortear o seu desenvolvimento nos próximos três anos. A Indústria 4.0 está em foco, juntamente com a manutenção da produção em França – um princípio do qual a multinacional de origem francesa não abdica (ver Lectra alinha-se pela indústria 4.0).

Lectra

No mês de outubro, a Gerber Technology esteve na feira Maquitex, na Exponor, com propostas que pretendem dar corpo ao seu novo lema: Embrace Your Digital Reality, um périplo que começou na Texprocess em maio (ver A realidade digital da Gerber) e que tem prosseguido ao longo de 2017 por todo o mundo (ver Gerber à volta do mundo).

Com uma gama de produtos que abarca impressoras a jato de tinta e sistemas de impressão digital, projetores 3LCD, smart glasses, sensores e robots industriais, o grupo Epson, liderado pela japonesa Seiko Epson Corporation, é outra das entidades que têm vindo a impulsionar a inovação e a superar as expectativas dos clientes em questões de injeção de tinta, comunicação visual, dispositivos wearable e robótica (ver Epson com novos reforços).

Gerber

Não obstante, embora a aplicação da robótica na produção de vestuário continue distante face à maior parte do sector, as linhas automáticas para t-shirts e jeans estão a alinhar-se num horizonte não muito longínquo e, com elas, o potencial de revolucionar a atual cadeia de aprovisionamento de vestuário (ver Sewbots perto da confeção do futuro).

As máquinas podem já antecipar, inclusivamente, as macrotendências da indústria. Quer se trate de sapatilhas brancas imaculadas ou de looks em vermelho total, as capacidades dos cérebros humanos que deliberam sobre essas tendências podem ser aprimoradas pelas capacidades analíticas das máquinas. A computação cognitiva, um tipo de sistema de Inteligência Artificial (IA), analisa dados para estabelecer conexões entre diferentes elementos de informação.

Epson

Tal como o cérebro humano é capaz de processar imagens visuais, vídeos, análises de moda, médias sociais e até previsões meteorológicas, a tecnologia pode fazer isso mas em grande escala, permitindo antecipar mais eficazmente a procura por produtos, por exemplo (ver Tecnologia antecipa tendências).

As baterias flexíveis, tintas condutoras ou tecidos de aço inoxidável prometem moldar o futuro da indústria da moda (ver Materiais para o futuro) e, neste campo, as últimas duas edições do Jornal Têxtil têm muito mais informação a acrescentar.

Em outubro, o CeNTI foi o grande protagonista (ver Mentes Brilhantes), tendo sido possível conhecer em profundidade o trabalho realizado pela equipa de quase 70 investigadores, nomeadamente os projetos iTechInovcar, Skhincaps, Nanosmart, iParasol, Picasso (ver Tintex: inovação de dentro para fora) e 1D-Neon.

Marchesa+IBM Watson

No mês seguinte, o Jornal Têxtil (ver Os têxteis do futuro) deu especial destaque ao papel que o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2C2T), dirigido há 14 anos por Fernando Ferreira, tem tido na mudança de paradigma da I&D “made in Portugal”, em parceria com empresas como Inovafil, Somelos Tecidos, Lasa ou Latino.

Ainda em novembro, a Web Summit regressou a Lisboa e, com o evento, chegou o futuro. A mensagem da Inteligência Artificial (IA) foi uma das mais transmitidas ao longo do circuito de conferências deste ano, que levou ao palco os robots Sophia e Albert Einstein.

Estas e outras notícias podem ser exploradas na “tag” Tecnologia do Portugal Têxtil.