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Cidade do futuro dá mote à Techtextil

Pensar a arquitetura, a mobilidade e a saúde das populações urbanas será um dos pontos fortes da próxima edição da Techtextil. A feira dedicada aos têxteis técnicos reservou um espaço para a cidade do futuro, onde especialistas holandeses e expositores irão contribuir para uma visão do que nos espera em poucas décadas.

Olaf Schmidt

De acordo com as Nações Unidas, em 2050, quase 70% da população mundial vai viver em regiões urbanas, metrópoles e megacidades. Essa nova realidade coloca novos desafios à construção, aos conceitos de mobilidade e serviços de saúde, assim como à moda inteligente e ao vestuário funcional.

Com esta premissa em mente, a próxima edição da Techtextil, que se realiza de 15 a 17 de maio, juntamente com a Texprocess, vai dedicar uma área especial à vida na cidade do futuro com o evento especial “Urban Living – City of the Future”.

Área Geotech

Para a sua concretização, a organização do certame, a cargo da Messe Frankfurt, convidou, com o apoio da Creative Holland – uma iniciativa das indústrias criativas holandesas –, especialistas para analisarem o papel dos têxteis e dos compósitos têxteis no futuro das cidades e destacar exemplos de inovações de têxteis urbanos na Holanda.

«Com “Urban Living – City of the Future” como tema, a Techtextil e a Texprocess estão a criar um espaço partilhado de interação que junta as áreas de aplicação da Techtextil e da Texprocess ainda mais. Depois de embarcar numa viagem pelo espaço e pelo futuro na edição anterior da Techtextil e da Texprocess, com Urban Living estamos agora a voltar à Terra e para o aqui e o agora», explica Olaf Schmidt, vice-presidente de têxteis e tecnologias têxteis na Messe Frankfurt. «E com as indústrias criativas holandesas, fomos capazes de trazer o parceiro ideal para isto: por um lado, os têxteis estão firmemente ancorados na história e ADN nacional da Holanda. E, por outro lado, o país é praticamente uma região metropolitana. A orientação para o design das indústrias criativas holandesas e a ingenuidade sustentável, inovadora e vanguardista que diferencia este país vizinho estão perfeitamente em linha com o posicionamento da Techtextil e da Texprocess», acrescenta.

Holanda na vanguarda

Numa área com mais de 500 metros quadrados no hall 4.2, que pela primeira vez será partilhado pela Techtextil e pela Texprocess, uma seleção de exemplos irá demonstrar como as inovações têxteis podem já melhorar a forma como as pessoas vivem em meios urbanos. «Estes exemplos serão particularmente focados nas soluções têxteis apresentadas pela Techtextil que têm especial relevância neste contexto: arquitetura e construção, mobilidade, medicina e vestuário», aponta a organização em comunicado, destacando que «as inovações selecionadas são mostradas num ambiente arquitetónico disruptivo». Esta mostra será acompanhada por uma Galeria de Materiais com as melhores soluções dos expositores e a apresentação do concurso para estudantes da Techtextil, dedicado a estruturas têxteis para a nova construção.

Pavilhão de Portugal em 2017

O espaço “Urban Living – City of the Future” terá a curadoria do Stijlinstituut Amsterdam e será implementado pela empresa holandesa de arquitetura Refunc. Na exposição está já confirmada a presença da empresa de upcycling têxtil DenimX, grupos de investigação como o Hyperloop da Delft Technical University, contributos da Next Nature Network, assim como representantes independentes das indústrias criativas holandesas, como a arquiteta têxtil Samira Boon.

A indústria criativa holandesa vai ainda apresentar soluções pioneiras para desafios globais. Neste âmbito, vai mostrar como uma narrativa urbana futura pode ser contada do ponto de vista holandês, «que também reflete a própria identidade do país: aberto e transparente, ousado e original, inclusivo, multidisciplinar e interdisciplinar».

Em 2017, a Techtextil e a Texprocess atraíram 1.789 expositores de 66 países e mais de 47.500 visitantes de 114 países. Para esta edição, está confirmada a presença de cerca de 1.800 expositores, 28 dos quais portugueses, com a presença nacional a afirmar-se de ano para ano, «não necessariamente pelos números, que estão estáveis, mas definitivamente pela apresentação e pelo que estão a fazer. Em termos de qualidade, Portugal é sempre um marco», garantiu, ao Portugal Têxtil, Michael Jänecke, diretor das feiras Techtextil e Texprocess, na apresentação dos certames em Portugal.