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Cidades escondidas – Parte 1

O novo estudo “Cidades Escondidas” da Deloitte e da Planet Retail descobre localizações que passam despercebidas em todo o mundo, onde o potencial para o crescimento no retalho está a aumentar. O retalho é um negócio mundial, mas embora muitos países sejam populares pelo seu enorme potencial, muitas vezes apenas as maiores cidades são bem conhecidas. Dentro desses países há várias cidades que passam despercebidas, apesar de terem espaço ainda não preenchido para desenvolvimento e expansão. É esta a abordagem que a Deloitte e a Planet Retail tomaram no seu estudo “Cidades Escondidas”, com a ideia de que quando os retalhistas procuram expandir para países estrangeiros centram-se menos no país como um todo mas mais nos seus centros urbanos. O estudo analisa 10 cidades, com as mais conhecidas deliberadamente ignoradas em favor das que têm um forte potencial mas não receberam a atenção que merecem. Das cidades incluídas, a maior parte têm grandes populações e todas têm valores per capita superiores ao país a que pertencem como um todo. Nem todas serão adequadas ao retalho de moda disseminado neste momento, mas vale a pena analisá-las à medida que as suas economias e sectores de retalho mais vastos continuem a desenvolver-se. Bogotá, Colômbia A capital e maior cidade da Colômbia, Bogotá, tinha, em 2010, uma população de 9,6 milhões de pessoas e é o centro comercial e industrial do país. A economia da Colômbia deverá crescer rapidamente com Bogotá a ser uma das principais beneficiadas. Principais características: •100 centros comerciais em 2011, com 160 em construção; •Os retalhistas locais estão a submeter-se a um processo de modernização; •O sector de retalho moderno representa 70% das vendas; •Os mercados locais ainda atraem um elevado número de consumidores; •As taxas de criminalidade estão a descer, apesar de se manterem relativamente altas. Chongqing, China Como área administrativa, Chongqing é a cidade mais populosa na China, com mais de 28 milhões de pessoas, mas a sua população urbana está entre os 6 e os 7 milhões, juntamente com cerca de 4,5 milhões de trabalhadores imigrantes. O salário anual médio é cerca de metade do de Xangai, mas o crescimento da economia local é forte. Principais características: •Os retalhistas internacionais representam 3% do mercado; •Forte sector de grandes armazéns; •Os hipermercados têm sido o formato com mais rápido crescimento na última década; •As lojas de bairro independentes são também populares; •O Walmart, o Carrefour e o Metro Group já fizeram investimentos na cidade. Ho Chi Minh City, Vietname A maior cidade no Vietname com uma população metropolitana de cerca de 9 milhões de pessoas (7,1 milhões na própria cidade), representa cerca de 20% do PIB do Vietname e cerca de 40% das exportações do país através dos portos locais. O rendimento per capita é quase três vezes maior do que a média nacional. Principais características: •Ho Chi Minh City teve um desenvolvimento no retalho maior do que qualquer outra cidade no Vietname; •As vendas a retalho per capita estão estimadas num valor três vezes superior ao do resto do país; •A subida do nível de vida está a levar ao desenvolvimento do retalho moderno; •A Parkson, da Malásia, abriu na cidade em 2005, a Lotte Mart entrou em 2008 e a Gap lançou lojas de vestuário no final do ano passado. Jacarta, Indonésia A maior cidade da Indonésia com 10 milhões de pessoas (entre 18 milhões e 28 milhões incorporando a área metropolitana), Jacarta está a crescer rapidamente e o rendimento per capita é mais do dobro do do país como um todo. Há uma grande classe média e muitas famílias muito ricas. Principais características: •68 grandes centros comerciais, embora o governo planeie restringir o desenvolvimento de novos centros comerciais com áreas superiores a 5.000 m2; •Falta de grandes retalhistas internacionais; •Os consumidores preferem fazer compras perto de casa; •Dificuldades logísticas; •O sector de grande formato é dominado pelo Carrefour. Calcutá, Índia O investimento em Calcutá está a aumentar e a economia deverá crescer como resultado. Tem uma população de 4,5 milhões de pessoas, com mais de 14 milhões na área metropolitana, e é a principal cidade do leste da Índia que o governo está a promover como segundo centro financeiro do país, a seguir a Mumbai. Principais características: •Boas oportunidades devido à falta de investimento no retalho em combinação com um crescente mercado de consumo; •A população metropolitana deverá crescer para cerca de 20 milhões de pessoas até 2030; •O poder de compra per capita é mais elevado do que em Mumbai, Nova Deli e Bangalore; •A falta de retalhistas estrangeiros está a permitir que os players domésticos se expandam. Na segunda parte deste artigo, conheça as restantes cinco cidades apontadas pela Deloitte e pela Planet Retail como tendo um grande potencial para o retalho.