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Cimeira reforça relacionamento UE/China

Segundo Pascal Lamy, Comissário Europeu para o Comércio, a União Europeia «não tem uma preocupação séria» em relação ao défice comercial com a China, ao contrário do que acontece com os EUA. Apesar do défice representar 40% do total do volume de comércio, Lamy acredita obter ganhos que compensem o desequilíbrio comercial. Esta foi a posição defendida por Pascal Lamy, durante a VI Cimeira China/UE, que decorreu em Pequim nos passados dias 30 e 31 de Outubro. As preocupações de Lamy em relação à China, estão focadas principalmente no acesso ao mercado chinês e no desrespeito pela propriedade intelectual, pontos que o Comissário Europeu não quer deixar passar em branco. Dentro do âmbito da Cimeira, Pequim e Bruxelas assinaram um acordo para lançar um sistema de diálogo na questão dos direitos de propriedade intelectual, a par com um outro, para a área da política industrial. Relativamente à questão de atribuição do estatuto de economia de mercado à China – uma das maiores reivindicações de Pequim a Bruxelas – Lamy disse que haverá uma resposta na primeira metade de 2004. Lamy referiu ainda que a economia de mercado, ainda não é uma realidade para todos os sectores chineses. Com o alargamento da UE de 15 para 25 Estados Membros, a China vai possuir um acesso mais fácil a estes países, sendo da opinião de Lamy que o crescimento do espaço europeu terá um impacto positivo nas relações bilaterais. Pequim prevê que em 2010, a UE e a China irão tornar-se nos maiores parceiros comerciais um do outro, ultrapassando as trocas dos dois lados com os EUA.