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Cinco com atitude nos acessórios

Algures em 2012 despontou a Cinco, uma marca portuguesa de acessórios femininos que pulsa online e destina 30% da sua produção além-fronteiras. Há produtos novos de três em três semanas e a prata 925 domina o portefólio.

Na morada online, uma mulher, um homem e um cão servem de narradores à história da marca que arrancou há cerca de quatro anos e que vai sendo escrita diariamente, na rede e com a ajuda de influencers. Li Furtado, a fundadora, Miguel Pereira, o cofundador e “responsável pelas contas”, e Zaza, um bulldog francês que teve direito a uma peça em sua honra – “Zaza the frenchie necklace” – completam o trio da Cinco, a marca de acessórios nacional que começou por ser um repositório de ofertas de plataformas internacionais. «Começámos a importar peças que não existiam cá em plataformas internacionais. Mas a paixão pela Cinco, a motivação de perceber que as pessoas se reviam nas nossas escolhas e no conceito fez com quiséssemos distinguir-nos de tantos outros projetos online que começaram a nascer e o fator qualidade exigiu que tudo começasse a ser em prata e feito numa oficina em Portugal», recorda Li Furtado ao Portugal Têxtil.

Na plataforma da Cinco, há artigos novos de três em três semanas, mas os mais vendidos estão em constante rotação. Todas as peças são em prata 925, com a exceção da atual bestseller “Agnes choker”, que usa tecido na sua composição. Os preços variam entre os 25 e os 55 euros e o público-alvo da marca são mulheres particularmente atentas às tendências de moda, «mas com um estilo muito próprio».

Cerca de 30% das vendas da Cinco são internacionais, do Reino Unido à Austrália, dos EUA a Israel. Para chegar a mercados tão distintos, a marca conta com a ajuda de influenciadoras digitais. «As redes sociais são a nossa base, quase a nossa única ferramenta de comunicação. Todos os dias, bloggers e influencers publicam imagens a usar Cinco, depois republicamos essas fotos, pois elas definem a marca», revela a fundadora.

A par disso, há ainda o convite para ações em revistas do grupo Condé Nast, que ajudam a alavancar os planos de internacionalização da marca. «Conquistas gigantes para um projeto pequeno como este», considera Li Furtado.

À venda em alguns espaços multimarca, a Cinco espera explorar este canal de vendas no futuro, acreditando no renovado interesse pelo “made in Portugal”. «Parece haver, numa geração em particular, um certo orgulho em usar marcas portuguesas. Mas acho que é por esta aposta na diferenciação que as marcas têm feito», acredita a fundadora da Cinco.