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Circuitos impressos ganham força nos têxteis

A empresa britânica Conductive Transfers tem vindo a desenvolver e a produzir circuitos impressos para vestuário médico inteligente, mas a inovação, que dispensa o recurso a fios, está também a ser aplicada ao interior dos automóveis, nomeadamente em sistemas avançados de assistência à condução.

[©Conductive Transfers]

Desde 2018, a Conductive Transfers já produziu mais de 150 mil circuitos impressos para vestuário médico inteligente, nomeadamente para os calções Innovo, da Atlantic Therapeutics, que são usados para tratar a incontinência urinária através da estimulação elétrica.

Os circuitos de elétrodos usados no Innovo são estampados por quadro, usando um processo patenteado da Conductive Transfer que elimina todos os fios e substratos, resultando em circuitos finos, leves, elásticos, eficientes em termos de custos, laváveis e confortáveis para o utilizador.

A Conductive Transfer está atualmente a trabalhar com outras empresas e investigadores da área das tecnologias para a saúde para desenvolver novos wearables com capacidade de sensorização e tratamento de condições médicas.

Mas a tecnologia está igualmente a ser aplicada noutras áreas, nomeadamente no automóvel. Na mais recente edição da Automotive Interiors Expo, em Estugarda, na Alemanha, a Conductive Transfers mostrou uma série de soluções de eletrónica impressa que são mais leves e eficientes e podem contribuir para integrar funcionalidades nos veículos.

[©Atlantic Therapeutics]
«Os elementos impressos de aquecimento de bancos da empresa usam uma tinta com coeficiente de temperatura positivo, o que significa que são autorregulados», explica o diretor comercial da empresa, Mark Catchpole, citado pela Innovation in Textiles. «Também colocamos uma camada refletora na tinta, com todo o elemento a ter apenas uma espessura de 0,1mm», acrescenta.

O elemento é impresso numa folha de transferência, sendo depois passado, através de calor, para o material do assento antes do transfer ser retirado. O uso de uma camada refletora torna o elemento de aquecimento altamente eficiente, com o efeito a ser sentido numa questão de segundos assim que é ligado. «É fino, leve e muito eficiente em termos de custos», sublinha Mark Catchpole.

A empresa tinha uma câmara térmica ligada no seu stand em Estugarda para mostrar a ação rápida de aquecimento.

Nesta feira, a empresa mostrou igualmente o seu mais recente sensor impresso, disponível tanto com funções capacitivas como resistivas e desenvolvido em parceria com a Quantum Technology Super Sensors. As potencialidades em aplicações no interior são infindáveis e a Conductive Transfers usou um volante com sensores aplicados para mostrar como podem ser usados para detetar quem está a usar o veículo e em que momento, como parte da integração do sistema avançado de assistência à condução.