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CITEVE como um caso exemplar

O CITEVE, Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), de Famalicão, foi considerado um caso exemplar resultante do programa que o Ministério da Economia e o da Ciência e Tecnologia acabaram de lançar e que tem como objectivo promover a inovação e a investigação. O elogio insere-se na apresentação de 5 novos produtos criados pelo CITEVE que são fruto da investigação no campo do Têxtil Técnico. Numa altura em que o Instituto de Estudos Judiciários revela um relatório dando conta da existência de 8600 jovens envolvidos em “gangs”, o CITEVE apresenta um produto inovador: o Protex, um têxtil anti-vandalismo cujo destinatário principal são os transportes públicos. Outra das inovações do CITEVE foi o fabrico de um fato para motociclista numa tela técnica para produção de abrasivos (lixas). Este fato foi já testado no Paris-Dakar pelo famalicense Paulo Marques. Mas as inivações não ficam por aqui o CITEVE desenvolveu também um contentor flexível formado por um dispositivo fixador e um saco e alguns compósitos para automóveis. A indústria automóvel é um alvo preferencial dos têxteis técnicos. Em 1995 eram usados nove milhões de têxteis técnicos para compósitos automóveis. Em 2005 o valor deve atingir os 13 milhões, sendo que a indústria têxtil nacional quer ganhar posição no mercado global. O Ministério da Economia disponibilizou 300 mil contos, através da Iniciativa para a Modernização da Indústria Têxtil (IMIT) para apoiar estes projectos. Agora, o Ministério pretende alargar a cooperação ao da Ciência e Tecnologia, enquadrando a acção no programa de apoio à inovação. A propósito do trabalho desenvolvido António Amorim, presidente do CITEVE, lembrou que este organismo visa “a promoção da cooperação industrial” e que o facto de já existirem empresas a colocar estes produtos no mercado internacional representa uma mais valia para a economia nacional. “São produtos novos, fabricados com materiais mais baratos, mas que atingem performances acima da média”, disse o presidente. “Trata-se de uma indústria com imagem tradicional, mas que vai mais além. Temos meios e fundos disponíveis para os empresários. O programa de inovação visa criar as condições necessárias, até porque o sector têxtil volta a viver dias de grande expansão”, comentou o ministro Mário Cristina de Sousa em declarações ao Jornal de Notícias. Mariano Gago referiu que o seu ministério “sempre apoiou as empresas inovadoras, independentemente do sector. Tratando-se o têxtil de um sector tradicional, apresenta características bem modernas. O fundamento já é de grande tecnologia”, e acrescentou que “o consórcio entre empresas e institutos de investigação é para manter e incentivar.”