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Clothius triplica faturação

A aposta na produção de vestuário seamless tem vindo a dar frutos na Clothius que, em 2018, triplicou o volume de negócios e continuou a crescer em número de trabalhadores. Os países nórdicos são a mais recente conquista da empresa que trabalha maioritariamente para o mercado britânico.

O vestuário seamless é uma aposta relativamente recente da Clothius, mas os resultados já estão à vista. Essencialmente alavancado pela vertente do desporto, o crescimento da Clothius traduziu-se, em 2018, na triplicação do volume de negócios em relação ao ano anterior. «Estamos em crescimento. Em 2018 chegamos ao milhão e meio de euros. Este ano, queremos triplicar novamente o volume de negócios», revela o diretor de produção Jorge Vale. A Clothius está «a usufruir, neste momento, do facto de ser uma empresa nova. Estamos a receber alguns clientes porque, em Portugal, muitas empresas não conseguem ter capacidade de resposta», explica ao Portugal Têxtil.

O crescimento da empresa também se traduziu no incremento do número de trabalhadores. «Começámos com cinco colaboradores. Neste momento somos 36 e pensamos, até ao final do ano, chegar aos 45», adianta Jorge Vale. A ideia será contratar pelo menos 10 pessoas em 2019, «desde o estafeta até ao designer e técnicos de máquinas ou de confeção. Queremos crescer em todas as áreas, a acompanhar o crescimento do volume de negócios», acrescenta.

O objetivo é também aumentar a capacidade produtiva, que, atualmente, ascende entre 20 a 25 mil peças por semana.

Aprimorar o seamless

A inovação no design e nas matérias-primas utilizadas são os novos desafios que a Clothius tem pela frente. «A nível de maquinaria, temos as vertentes todas do seamless. Neste momento, está a haver um maior desenvolvimento e inovação a nível das matérias-primas, com fios mais técnicos», indica o diretor de produção.

Este ano, naquela que foi a sua terceira presença na Ispo Munich, a empresa apostou em diferentes matérias-primas, como poliamidas mais técnicas e misturas de poliamida e poliéster. «Temos fios termorreguladores, que conseguem combater a celulite ou a fadiga», aponta.

A exportar 99% do que produz, a Clothius continua a ter o Reino Unido como principal mercado e os países nórdicos são a sua mais recente conquista. «Para o inverno, estamos agora a conseguir produzir para marcas de países nórdicos, com uma nova abordagem comercial. São marcas que trabalham as lãs e que pagam a lã…algo que na Europa é mais complicado», admite Jorge Vale.

Ainda que o segmento do desporto represente 90% da produção da Clothius, estando o restante reservado para o da moda, Jorge Vale reconhece que «os produtos são, cada vez mais, híbridos». «Podemos fazer moda e até podemos fazer aquele tipo de produto mais específico, como, neste momento, estamos a fazer a produção de fitas de cabelo que acompanham o resto da peça. Contudo, cada vez mais o desporto vai à moda e a moda vai ao desporto. Além dos atletas de alta performance que realmente tiram valor do produto, trabalhamos para aquela pessoa que sai do ginásio, quer ir ao centro da cidade ou quer ir a um shopping e não precisa de estar com outras abordagens de vestuário. É um bocadinho essa a tendência», conclui o diretor de produção.