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Coelima com crescimento ponderado

A COELIMA, uma das maiores empresas portuguesas de têxteis-lar, mantém uma previsão de crescimento de 25% nas vendas, para 20 milhões de contos, apesar do mercado internacional não estar a ser tão aberto quanto o esperado. A política de expansão da empresa, suportada por investimentos de três milhões de contos nos dois últimos anos aplicados na internacionalização e na tentativa deaumento de produtividade vai continuar, mas a administração adiantou ao Expresso ter de ponderar o ritmo a seguir no futuro, tendo em conta a actual conjuntura económica. Depois da abertura de agentes comerciais nos Estados Unidos – que representam 1/3 das vendas – Inglaterra, França, Espanha e Itália, a empresa está a avançar com uma parceria na Alemanha. Com um crescimento de 42% no seu volume de negócios nos últimos dois anos, a empresa tem 90% das vendas no exterior, em especial, Estados Unidos, Reino Unido, Escandinávia e França. A empresa especializada na produção de roupa de cama para o segmento médio-alto, mantém uma boa carteira de encomendas, mas admite que depois do atentado de 11 de Setembro, o movimento abrandou, principalmente nas feiras onde a Coelima participou e a quebra de visitantes foi bastante acentuada. O que justifica a preocupação da generalidade das empresas têxteis-lar portuguesas, face à liberalização dos mercados e às recentes concessões ao Paquistão, que é o maior fornecedor de fios e tecidos de algodão dos Estados Unidos e nos primeiros sete meses deste ano viu as suas vendas para ós países da União Europeia aumentarem 12% em volume e 8,4% em valor face ao mesmo período em 2000. O acordo entre a Comissão Europeia e o Paquistão para um aumento das quotas deste país na UE, poderá não ter grande efeito nos têxteis-lar portugueses de imediato, mas no futuro os reflexos desta medida terão um impacto muito negativo na indústria nacional, admite a Coelima. Para fazer face a estas mudanças, a administração da empresa, afirma que é necessário um reforço da aposta na inovação, qualidade e produtos com mais valor acrescentado exigindo também uma acção a outros níveis, nomeadamente na flexibilidade laboral e uma nova política fiscal.