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Cofemel é a melhor do sector

A Cofemel foi considerada a melhor empresa portuguesa no segmento têxtil, vestuário e couro pela revista Exame. O ranking das cinco melhores fica completo com a TMG Automotive, na segunda posição, a Gabor, a Ecco’Let e a Continental. Já entre as 100 melhores empresas para se trabalhar destacou-se a Ferreira de Sá.

Na lista das “500 Maiores & Melhores Empresas em Portugal”, a Exame destaca a performance financeira da Cofemel no segmento têxtil, vestuário e couro. A empresa está integrada no Gruvo VNC – Vila Nova Carneiro desde 2008, altura em que António e Beatriz Vila Nova, recém-desligados da Salsa, resgataram a empresa e a sua marca de jeans (ver Tiffosi com vida (Vila) Nova).

De acordo com a Exame, a empresa conseguiu um crescimento de 116% nas vendas ao consumidor final no ano fiscal de 2015, tendo ainda um crescimento de mais de 20% dos lucros e vendas totais e o melhor desempenho do sector na rentabilidade de ativos e de capitais próprios.

Durante uma visita do roteiro Famalicão Made IN para apresentação da marca de acessórios Vilanova, no final de junho, o administrador António Vila Nova revelou que quando o VNC adquiriu a Cofemel, a Tiffosi faturava 29 milhões de euros. «Este ano esperamos atingir cerca de 168 milhões de euros», indicou. Com 88 lojas próprias e um crescimento superior a 20%, a Tiffosi está ainda a aumentar a quota de exportação, que, segundo o administrador, se situa entre 30% e 40% das vendas. «O nosso target é crescer internacionalmente com muita força, com inovação», referiu.

Até 2019, a empresa, que é a 450.ª maior empresa nacional, pretende investir 30 milhões de euros no retalho. «O objetivo é abrir e/ou remodelar uma loja de 15 em 15 dias», afirmou o diretor-geral Sérgio Oliveira à revista Exame.

Neste ranking, que avalia critérios como crescimento das vendas, crescimento dos resultados líquidos, rentabilidade do ativo, valor acrescentado bruto, solvabilidade e liquidez geral, a segunda posição é ocupada pela TMG Automotive, que desceu uma posição em comparação com o ano passado. A empresa, que recentemente recebeu o galardão de Prémio Produto Inovação, da ANI/COTEC e jornal Expresso (ver ERT vence prémio de inovação), registou um crescimento de 14,7% das vendas, para 89 milhões de euros, e de 85% nos lucros, para 17,5 milhões de euros, segundo a Exame.

No que diz respeito às maiores empresas não financeiras do sector têxtil, vestuário e couro, destacam-se, além de marcas internacionais como a Zara, a Primark e Hennes & Mauritz, a Fashion Division, do Grupo Sonae (239.º lugar), a Cotesi – Companhia de Têxteis Sintéticos (que entrou para o 299.º lugar), a TMG (353.º), a Continental ITA (404.º), a Modalfa (406.º), a Irmãos Vila Nova (que detém a Salsa, no 409.º), a Mundifios (434.º), a Riopele (439.º) e Polopique (453.º).

Num outro ranking da revista Exame, dedicado às 100 melhores empresas para trabalhar, o destaque na área produtiva vai inteiramente para a Ferreira de Sá. A empresa fundada em 1946, que produz tapetes únicos para clientes como a Dior e fatura cerca de 7,5 milhões de euros por ano, conta com 133 colaboradores, com uma média de idades de 38 anos. «A preocupação com o bem-estar dos colaboradores, o pedirem-lhes opiniões, o inteirarem-se dos seus problemas e ajudá-los – até mesmo financeiramente – são dos pontos que os funcionários mais valorizam», destaca a Exame.