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Coindu investe em tecnologia para prosperar

Digitalização, robótica e tecnologia avançada foram algumas das apostas que a Coindu fez nos últimos anos e que, segundo indica, lhe permitiram não só a sobrevivência, mas também o crescimento, estando atualmente à procura de recursos humanos para dar resposta à procura.

[©Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão]

A informação foi divulgada durante a visita à Coindu pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Mário Passos, no âmbito do Roteiro Famalicão Created IN. Os investimentos foram pensados para colocar a empresa, cujas instalações ocupam 30 mil metros quadrados, na “indústria 5.0”, com a integração de sistemas de inteligência artificial, automatização e registo digital, em soluções operacionais únicas, que reforçaram o posicionamento e a competitividade da empresa no mercado.

«[Este investimento] significou a continuação da Coindu em Portugal», assumiu António Cândido, presidente do concelho de administração da empresa. «A dada altura equacionámos a saída de Portugal, não éramos competitivos e concluímos rapidamente que só com uma grande reestruturação de processo, que nos permitisse tirar partido do potencial humano que temos e, com isso, alavancar a nossa eficiência, poderíamos manter o mercado», explicou.

[©Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão]

Uma «guerra difícil», confessou, mas bem sucedida, em grande parte devido à equipa, que envolve cerca de 2.200 pessoas. A empresa possui, de resto, uma academia de formação, que lhe permite qualificar os seus próprios recursos humanos. «A equipa hoje está reconhecida ao mais alto nível por todos os clientes, tem reconhecimento mundial, o que é muito positivo», considera António Cândido.

A Coindu, que além de estofos para a indústria automóvel, produz também acessórios interiores, como apoios de braços, encostos de cabeça e painéis de porta, tem ainda instalado em Vila Nova de Famalicão o centro de investigação e desenvolvimento do grupo, que gera soluções para a melhorar a eficiência e produtividade e novos produtos de valor acrescentado.

Com uma quota de exportação de 100% e uma lista de clientes premium e de luxo que inclui a Tesla, Porsche, Aston Martin, Lamborghini, Lotus, BMW e o grupo Volkswagen, a empresa enfrenta atualmente o desafio de responder a todas as encomendas. «Neste momento, face à explosão que Portugal teve nos últimos meses em termos de procura laboral, não temos capacidade para o que nos é proposto, portanto equacionamos a abertura de mais unidades. É claro que estamos a fazer tudo o que é possível para, inclusive com a colaboração da autarquia, captarmos gente para trabalhar connosco», explicou o presidente do conselho de administração, que garantiu que «tudo o que possamos aumentar aqui, vamos aumentar».

A Coindu tem a expectativa de, em 2022, atingir um volume de negócios superior a 362 milhões de euros, sendo que Portugal representa cerca de 50% do volume de negócios do grupo. «Um grande exemplo para o país de modernização e superação», resumiu Mário Passos.

[©Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão]