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Comércio electrónico nas PME é, ainda, residual

O Instituto de Emprego e Formação Profissional com o intuito de sentir o pulso da realidade do comércio electrónico nas pequenas e médias empresas (PME) na área do Grande Porto encomendou um estudo que procurou incidir sobre a estrutura actual das empresas, enquadramento e mecanismos de desenvolvimento potencial no futuro.
As principais conclusões deste estudo não deixaram de ir de encontro às expectativas iniciais e demonstrar que este fenómeno ainda fica à margem dos responsáveis das PME. Um número substancial de empresas (76,5%),daquelas que responderam ao inquérito, afirmaram que a importância do comércio electrónico no volume total de vendas e compras não vai além de 5%. Por outro lado, somente um número restrito (2,9%) admite que esse peso relativo é superior a 30%.
Para além desta constatação, esta análise procura destacar as razões deste cenário. E estas podem ser encontradas quer do lado da oferta quer do lado da procura. Assim, do lado da oferta realçam-se as dificuldades das empresas definirem um projecto adequado e o facto do negócio das PME não se adaptar ao comércio electrónico. A necessidade de aquisição de equipamentos e soluções tecnológicas, assim como, de dotar os recursos humanos com aptidões adequadas constituem sérios obstáculos para que as organizações adiram e reconheçam as sua virtudes. Na perspectiva da oferta, as razões prendem-se com o sentimento geral que o mercado não responde em massa a esta variante de comércio e na falta de confiança na segurança da rede de suporte em termos de mecanismos de pagamento.
Este estudo reconhece a dificuldade de implementação do comércio electrónico, embora aponte as potencialidades do sistema enfatizando que o aproveitamento deste instrumento contribuirá para incrementar e consolidar as vendas.