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Comércio externo soma e segue

O mês de abril trouxe boas notícias para a indústria têxtil e vestuário portuguesa, cujas exportações intensificaram o ritmo de crescimento, com um aumento de 9,42%. Uma subida que contribuiu para que o saldo dos primeiros quatro meses do ano seja positivo, com vendas acima de 1,6 milhões de euros.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) analisados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, entre janeiro e abril de 2015, as empresas portuguesas do sector venderam cerca de 1,62 mil milhões de euros nos mercados externos, um aumento de 4,2% face aos 1,56 mil milhões de euros registados em igual período de 2014.

Apesar das quedas verificadas nos primeiros dois meses do ano em comparação com janeiro e fevereiro de 2014, as exportações nacionais recuperaram em março e abril, superando já os valores de 2014 em mais de 65,6 milhões de euros. «Dos 1,6 mil milhões de euros exportados, 32% foram destinados a Espanha, 14% a França e 9% ao Reino Unido. Espanha foi ainda o país que registou maior crescimento absoluto (acréscimo de 31 milhões de euros, correspondendo a 6% de crescimento), logo seguido dos EUA, com um acréscimo de cerca de 28 milhões de euros e uma taxa de crescimento de 42%», destaca João Costa, presidente da ATP, em comunicado.

Em termos de categorias, apenas os artigos em seda (-20,8%) e os artigos de algodão (-10,3%) evidenciaram uma evolução negativa, largamente compensada pelo crescimento nas exportações de tapetes e outros revestimentos (+19,8%, para 24,7 milhões de euros), filamentos sintéticos ou artificiais (+13,3%, para 33,7 milhões de euros), tecidos impregnados (+11,6%, para 69,8 milhões de euros), vestuário e acessórios exceto de malha (+9,1%, para 336,1 milhões de euros) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+9%, para 90 milhões de euros). «Por grandes categorias de produtos, os têxteis aumentaram as suas exportações em 6%, o vestuário em 3% e os têxteis-lar 5,2%», revela o presidente da ATP.

Em sentido contrário, as importações da indústria têxtil e vestuário também aumentaram (+3,2%, para 1,23 mil milhões de euros), «sendo que 46% correspondem a matérias têxteis e 54% a produtos acabados (vestuário e têxteis-lar)», aponta João Costa. Entre as categorias com maior crescimento nos primeiros quatro meses de 2015 destacam-se outras fibras vegetais têxteis (+25%, para 19,7 milhões de euros), pastas, feltros e artigos de cordoaria (+21,3%, para 30,1 milhões de euros), outros artigos têxteis confecionados (+13%, para 50 milhões de euros) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+8,4%, para 94,2 milhões de euros). Espanha manteve-se como principal mercado de origem das importações de têxteis e vestuário (36% do total das importações) e foi o que registou maior crescimento absoluto neste período (mais 43,5 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 11%). Os restantes lugares do top cinco são ocupados por Itália (quota de 11,2%), França, (7,3%), Alemanha (7,2%) e China (5,6%). A balança comercial do sector manteve-se positiva, com «um saldo de 392 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 1,3», conclui o comunicado da ATP.