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Comércio on-line torna-se definitivamente incontornável

De acordo com a associação alemã do comércio à distância, o volume de negócios do comércio alemão on-line cresceu 24 por cento no ano de 2004, tendo estes comerciantes alcançado ganhos no valor de 6,1 mil milhões de euros. Roland Fesenmayr, presidente do grupo especializado em e-commerce da Federação Alemã de Economia Digital, afirmou no recente congresso sobre comércio on-line que as expectativas são bastante positivas. “2006 – o ano do comércio on-line na Alemanha” – este foi o título dado ao congresso. Para este ano, Roland Fesenmayr anunciou como tendências e desenvolvimentos mais importantes um aumento muito significativo do volume de negócios devido ao crescente alargamento do grupo de consumidores com mais de 50 anos; mais comerciantes especializados; a descoberta de nichos de mercado e aadesão de produtores de marcas em maior númeroà distribuição via net. A tendência de cooperação em termos de distribuição é outro factor relevante que ganha cada vez mais significado, caminho há muitos anos adoptado pela Amazon. A Otto e Neckermann.de, actualmentesob adesignação Neckermann.de, optaram no último ano por transformar as suas lojas on-line em plataformas que recorrem à cooperação no que respeita à distribuição. A Otto, por exemplo, integrou a [email protected] (mercado da construção) e a my toys (brinquedos) na sua homepage, onde existem também, entre outras, lojas da Nike e ESprit. Thomas Schnieders, director dos novos media na Otto afirmou, «num mundo cada vez mais complexo e versátil de e-commerce a abertura da homepage a uma plataforma deste género oferece aos clientes, parceiros de cooperação e a nós próprios muitas vantagens». O responsável pela Neckermann.de, Harald Gutschi, coloca a questão da seguinte maneira, «será que o comerciante à distância tem de oferecer 50 câmaras digitais diferentes? Na minha opinião, não». Para estes comerciantes, a cooperação em plataforma on-line é também interessante em termos de custos. Contudo, a ideia destas plataformas levanta algumas questões. O ponto mais sensível diz respeito ao “Santo Graal” dos que vendem à distância: os dados da morada e a questão sobre a qual dosparceiros pertencem as moradas e como serão utilizadas. Este é um tema que presumivelmente se revelará muito controverso em futuras negociações sobre cooperação.