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Compradores regressam às lojas

A Primavera finalmente desabrochou para os retalhistas norte-americanos, após uma combinação de factores no mês de Março terem permitido impulsionar as vendas comparáveis pelo sétimo mês consecutivo. «Tudo, desde o tempo ao calendário, ajudou a atrair mais compradores às lojas em Março», afirmou Frank Badillo, economista-sénior na empresa de consultoria e pesquisa de mercado Retail Forward. Uma época de Páscoa antecipada, mais confiança dos consumidores e comparações fáceis com o ano passado também contribuíram para o aumento de 9,2% em Março – mais do dobro do aumento de 3,9% do mês anterior e do que a quebra de 4,7% no mesmo mês do ano passado. Março é também o primeiro mês completo em que as linhas de Primavera estiveram nas montras. Entre os vencedores marcam presença os operadores de department stores Kohl’s e JC Penney, os discounters Target e TJX e a retalhista de moda adolescente Aeropostale – tendo todos aumentado as suas previsões. Houve também boas notícias para a Gap, o maior retalhista de vestuário especializado dos EUA, com um aumento de 11%, ajudado pelo crescimento nas suas lojas americanas das marcas Gap, Old Navy e Banana Republic. E as department stores de luxo Saks e Nordstrom também registaram subidas de dois dígitos nas vendas comparáveis. No entanto, a Abercrombie&Fitch e a JC Penney ficaram abaixo das estimativas dos analistas, apesar das suas vendas comparáveis mensais terem aumentado. Os resultados foram fortes em todos os formatos, com Michael McNamara, vice-presidente, investigador e analista da SpendingPulse, a sublinhar que as áreas que mostraram maiores aumentos, em termos anuais, «foram as vendas on-line e os retalhistas do luxo». Além disso, «todas as áreas de vestuário estiveram também confortáveis em território positivo», complementou McNamara. Os resultados são boas notícias, particularmente para as empresas de vestuário, uma vez que mostram que os consumidores continuam a comprar artigos discricionários como vestuário e a fazer algumas das compras que evitaram durante a recessão. «Os preços mantiveram os seus níveis, com os inventários a manterem-se alinhados com a procura, e os retalhistas parecem não ter precisado de recorrer aos descontos para atrair tráfego durante a época de compras da Páscoa», explicou McNamara. No entanto, é preciso esperar para ver se a dinâmica vai continuar, uma vez que a Páscoa impulsionou o volume de negócios em Março mas irá provavelmente afectar as vendas de Abril. «Vai haver um abrandamento em Abril, mas as vendas devem aguentar-se melhor do que seria expectável tendo em conta a recuperação em curso nos orçamentos dos consumidores», confiou Badillo. Ainda assim, há ainda um longo percurso até os níveis de vendas voltarem aos valores elevados de há 24 meses atrás.