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Comprar roupa diverte os consumidores

A Cotton Incorporated procedeu a uma análise do comportamento do consumidor, procurando também aferir a popularidade do casualwear e da ganga, assim como, a importância para os consumidores da composição dos diferentes artigos. Segundo esta entidade, as preferências culturais constituem um dos mais importantes factores que permitem aos agentes aperceberem o comportamento do consumidor, sendo mais relevantes do que, por exemplo, a idade e tecnologia. Os indicadores culturais contribuem para aferir a razão de compra dos consumidores, os locais de compra e as influências em relação às quais estão sujeitos. A compra de roupa continua a ser um dos principais entretenimentos dos consumidores. Globalmente, cerca de 64% dos consumidores afirmaram o seu prazer em fazer compras. Em 2001, cada indivíduo gastou, em média, 990 euros em vestuário face a 1025 euros em 1999. Estas despesas são o resultado de 14 idas às compras. Os consumidores na Índia, tendo em conta o universo analisado, são aqueles que mais gostam de fazer compras. Este facto estará provavelmente relacionado com as escassas oportunidades que têm em deslocar-se para os grandes aglomerados comercias. Um indiano vai às compras, em média, 6 vezes por ano. Em 1999, eram os consumidores da Coreia e de Hong Kong os que menos gostavam de fazer compras, tendo-se mantido esta tendência em 2001. Os italianos duplicaram as suas idas às compras entre 1999 e 2001, tendo sido naturalmente acompanhado por um aumento das despesas em roupa. A popularidade do casualwear é atestada pelo facto de cerca de metade dos consumidores responderem que compraram jeans, t-shirts ou outros artigos que se englobam nesta categoria, nos últimos 3 meses. Este resultado suporta a constatação de que cerca de 80% dos consumidores pretendem adquirir vestuário básico em contraposição dos mais recentes estilos. A excepção é a Índia, uma vez que apenas 20% dos consumidores compraram artigos casualwear. As camisas de carácter informal e as t-shirts são populares na maioria dos países. Em média, cerca de 60% dos indivíduos comprou, nos últimos 3 meses, pelo menos uma t-shirt. A adesão a este tipo de indumentária varia consoante o segmento etário, realçando-se a faixa compreendida entre os 15 e 19 anos (74%), com o valor mais elevado, e a compreendida entre 45 e 54 anos (54%), com o valor mais baixo. Por outro lado, o consumo de roupa interior é relativamente homogéneo nos diferentes grupos etários. Em média, cada consumidor detém 11 artigos de ganga, incluindo 5 pares de jeans. Para além das calças, que são os artigos de ganga mais populares, outros também merecem referência pelo interesse que suscitam nos consumidores. Assim, destacam-se as camisas, calções, casacos, vestidos,… Os casacos ocupam a 2ª posição no vestuário de ganga, com cerca de metade dos consumidores a afirmarem que detêm pelos menos um. No que respeita à matéria-prima utilizada na produção da ganga, constata-se que cerca de metade dos inquiridos estão cientes que a ganga é feita a partir do algodão. Mesmo na Índia, onde a posse de artigos de ganga é relativamente baixa, cerca de 55% dos inquiridos estão a par desta realidade. No entanto, denota-se que pelo facto dos indivíduos deterem vários artigos de ganga, não sabem, necessariamente, de que é que são feitos. O mercado da América Latina é um exemplo deste facto, já que apesar do elevado consumo deste tipo de artigos, cerca de 40% dos inquiridos não sabem de que é que a ganga é feita. O consumidor, na decisão de compra de vestuário, pondera vários factores, entre os quais se destacam o preço, cores, qualidade, etc. Cerca de 75% dos consumidores referiram que a matéria prima é uma das suas principais preocupações. Quando colocados perante a opção de valorização da importância da marca ou das matérias primas incluídas nos artigos, cerca de 67% privilegiaram esta última. A este facto não será alheio que 65% dos inquiridos estejam dispostos a pagar mais por artigos feitos de fibras naturais. Outro aspecto importante que ressalta deste estudo, é que aproximadamente metade dos consumidores evitam determinadas fibras aquando da compra de roupa. Não é de estranhar que a Alemanha e Itália estejam no grupo que demonstra mais cuidados, uma vez que segundo os dados apresentados anteriormente, também evidenciam grande atenção face à etiqueta.