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Confetil veste 100% reciclável

“Responsabilidade” é o segundo nome da Confetil, cuja prioridade é servir a comunidade e o meio ambiente com uma produção ética e em concordância com os princípios da sustentabilidade. Os produtos da empresa falam por si só, entre os quais está a grande novidade deste ano: um coordenado 100% reciclado e reciclável.

Mariana Lemos, Joana Santos e Dionísia Portela

«Nesta coleção trazemos um pouco do que é produção mais responsável, porque temos clientes que procuram coleções com matérias-primas que sejam biológicas e com características mais sustentáveis, assim como alguns procuram apenas a tecnicidade e qualidade na elaboração», começa por revelar Dionísia Portela, responsável pelo departamento de sustentabilidade. Os 40 anos de atividade da Confetil tornaram-na numa especialista em moda, com algumas propostas para o athleisure, orientando-se sempre para um segmento de gama média-alta, que alia a qualidade e a tecnicidade à ecologia.

Este ano, a empresa apresenta um coordenado de camisola e calças 100% reciclado e reciclável. Assente nos princípios do design para a circularidade e construído integralmente com materiais reciclados, o conjunto «permite que o consumidor final, no fim de vida do produto, possa desmantelar a peça por fibra e por cor, possibilitando a sua posterior reciclagem», explica Dionísia Portela. Deste modo, a Confetil dá resposta a um dos principais constrangimentos técnicos da reciclagem que passa pela dificuldade de separação da «mistura de fibras e de cores», aponta.

A reação do público tem sido «bastante positiva», descreve a responsável de sustentabilidade, que considera que «o produto que trazemos vai ao encontro daquilo que são as expectativas dos clientes. Portanto, os contactos que temos feito estão a correr bem». Assumindo que nenhuma empresa é 100% sustentável, a Confetil acredita na responsabilidade máxima. «É um compromisso que assumimos de forma geral e também com cada um dos nossos clientes», salienta.

Resultados consistentes

«Um dos aspetos que nos distingue é a flexibilidade da produção, ou seja, temos uma grande capacidade de reposta», garante Dionísia Portela. Com os processos internos de design, modelagem, corte, confeção e acabamento, a empresa atua apenas em private label, sob uma lógica de «cluster têxtil» com parceiros selecionados, a quem subcontrata as restantes atividades de produção. ´

O produto acabado é vendido exclusivamente a clientes estrangeiros, na sua maioria pertencentes ao mercado europeu. Apesar dos desequilíbrios políticos e económicos da economia internacional ao longo do último ano, a responsável de sustentabilidade assegura que o seu mercado de exportação evoluiu «de uma forma consistente» em 2019, perfazendo uma taxa de crescimento correspondente ao «espectável».

O objetivo futuro é manter esta consistência, mediante a contínua adaptação às necessidades do mercado. «Temos uma capacidade de adaptação extrema», e por isso, «[acreditamos que] qualquer desafio [que nos seja apresentado no futuro] será superado», afirma Dionísia Portela. Deste modo, «não precisamos de antecipar problemas; precisamos sim de prever capacidades de resolução», conclui.