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Confiança têxtil recupera

Numa altura em que as condicionantes externas da economia portuguesa revelam sinais de fragilidade na retoma internacional e que no plano interno, o indicador coincidente mensal calculado pelo Banco de Portugal, voltou a diminuir, mantendo a trajectória descendente verificada desde meados de 2004. Na Indústria Transformadora os empresários da mostram-se reticentes quanto à melhoria da actividade económica nos próximos meses.

Relativamente à Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV), os dados disponíveis pelo inquérito mensal de conjuntura, apontam para uma ligeira degradação do indicador de confiança. Com efeito, Fevereiro ficou marcado uma nova queda da procura global dirigida às empresas quer do sector têxtil e do vestuário. Esta evolução foi corroborada pela procura interna e externa com excepção para procura externa dirigida ao sector têxtil que se manteve constante.

Em termos globais, o sector têxtil e o vestuário registaram níveis de confiança empresarial semelhantes, contudo através de desempenhos distintos. Enquanto o primeiro assinalou uma melhoria da actividade económica face ao mês precedente recuperando assim do valor mais baixo da série (desde Janeiro de 1997), o segundo, manteve a tendência de queda iniciada no final do ano transacto.

A melhoria das opiniões dos empresários têxteis reflectiu uma evolução positiva da produção prevista que recuperou 11 pontos (saldo de respostas extremas) face a Janeiro aliada à redução dos stocks de produtos acabados e à manutenção das avaliações referentes à carteira de encomendas externa. Refira-se, todavia, que a procura interna atingiu o valor mínimo dos últimos sete anos (-) 58 pontos (saldo de respostas extremas).

No vestuário as previsões mais favoráveis da actividade não foram suficientes para contrabalançar o efeito negativo da procura (interna e externa) e dos preços, resultando assim, numa degradação da confiança empresarial de -23 pontos em Janeiro para -27 em Fevereiro.

Contrariamente à ITV o inquérito de conjuntura ao comércio revelou uma melhoria das opiniões dos empresários do comércio relativamente à actividade do sector, traduzindo uma variação positiva, quer no sector retalhista quer no grossista, sendo mais pronunciada neste último.

Refira-se que a melhoria das expectativas do comércio da ITV foi impulsionada pela redução das existências conjugada com o aumento dos preços e com uma previsão mais optimista relativamente ao futuro.