Início Notícias Calçado

Conforto em modo de voo

Saem de Oliveira de Azeméis e voam para os pés das companhias aéreas Air France, British Airways, Australian Arlines, Finnair ou Virgin. A Cool Gray, especialista em sapatos de conforto há mais de 22 anos, quer reforçar a presença no segmento corporativo.

Pedro Alves

Ainda não calça a TAP, mas não descarta essa possibilidade. Pedro Alves quer regressar à “velocidade cruzeiro” e recuperar os 5,5 milhões de euros que faturou em 2019.

A pandemia retirou-lhe 50% das vendas, 30% das quais provenientes do sector da aviação, que «praticamente parou durante um ano», apesar de ter feito um «um esforço gigantesco para manter a capacidade produtiva intacta», reconhece o administrador da Cool Gray. Considera-se «resiliente» e estima em 2022 alcançar os valores pré-covid.

De volta à feira internacional Micam para iniciar o projeto de recuperação da empresa, a Cool Gray assume a qualidade e o know-how como trunfos de uma experiência acumulada em 22 anos. «Somos especialistas em conforto», afirma ao Portugal Têxtil.

O objetivo da empresa foi, desde sempre, conseguir produzir sapatos o mais confortáveis possíveis, mas sem ter «o desconforto do preço» ou sem ter «beleza e elegância», salienta Pedro Alves.

Com uma forte ligação ao Centro Tecnológico do Calçado, a Cool Gray estuda continuamente a morfologia dos pés dos clientes e tem uma preocupação constante na pesquisa e escolha de materiais.

«A flexibilidade, a elasticidade que tem que tem que ter o valor certo. Não pode ter elasticidade a mais, mas tem que ter “essa” elasticidade. No caso da nossa linha corporate, imagine o que é equipar uma companhia área, com hospedeiras que trabalham 10/12 horas seguidas e não terem calçado com conforto absoluto», explica o administrador. Desde as palmilhas, às espumas, há «um grande trabalho de conceção, pesquisa e testes, garante.

Em boas companhias

As companhias aéreas Air France, British Airways, Australian Arlines, Finnair ou Virgin são algumas das clientes da Cool Gray no segmento corporativo que Pedro Alves gostaria de ver crescer. «Temos uma exposição grande ao mercado corporate, uniformes, companhias aéreas, cruzeiros, tudo o que precise uma farda. São clientes com processos comerciais longos, cadernos de encargos rigorosos, mas interessantes e importantes para nós», destaca.

A empresa de Oliveira de Azeméis tem ainda mais três marcas/segmentos que vão desde o casual até a uma linha mais boutique mas sendo sempre o conforto o denominador comum. A Europa é dos principais mercados da Cool Gray, mas os países como «os EUA, o Japão e a Austrália têm-se revelados interessantes».

Com 55 trabalhadores, a empresa tem 80% da atividade centrada nas marcas próprias. «Tentamos sempre privilegiar as nossas marcas, ou quando o cliente quer a marca dele fazemos um esforço para que os modelos sejam os nossos. Pontualmente trabalhamos em private lable», explica o administrador da Cool Gray.