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Congresso apresenta estudo sobre comércio com a China

A Global Estratégias organizou no passado dia 12 de Outubro, em Lisboa, o 1º Congresso Profissional sobre Oportunidades de Negócio na China para empresas portuguesas. Neste evento, a Global Estratégias reuniu especialistas de reconhecido prestígio na matéria e representantes de organizações relevantes neste contexto, que asseguram a assessoria dos intercâmbios comerciais entre Portugal e a China, proporcionando aos participantes a oportunidade de conhecer as regras que fundamentam as relações negociais na China, bem como de tomar consciência das potencialidades deste país. Alguns dos temas abordados foram: «O Milagre Económico Chinês», «Oportunidades de Negócio», «O Investimento Estrangeiro na China» e «A Dimensão Inter-Cultural dos negócios na China». O congresso contou com a presença de João Marques da Cruz, presidente do ICEP Portugal

A secretária-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCIL-C), Fernanda Ilhéu, uma das oradoras, afirmou que «três em cada quatro empresas portuguesas que mantêm relações comerciais com o mercado chinês são de pequena e média dimensão. Esta conclusão consta de um estudo realizado em 2004 a todas as empresas portuguesas que exportam e/ou investem na China há mais de três anos, a partir de dados do ICEP Portugal e da CCIL-C, abrangendo 309 unidades e uma amostra de 111 empresas, a que responderam 46,8% das empresas. As empresas portuguesas dedicam-se preferencialmente à exportação (86,5%) e à importação (69,2%), enquanto as que operam na produção e montagem representam 28,8%. Apenas 32,7% investiram controlando a totalidade do capital da empresa e as que fizeram ‘joint-ventures’ representam 26,9% das empresas portuguesas na China. O estudo permite concluir que só 6% das empresas portuguesas têm uma facturação, no mercado chinês, superior a 50% do volume de negócios global e menos de 72% detém uma facturação que é inferior a 5%. Três em cada quatro empresas portuguesas não possuem escritório na China e apenas um quarto responde afirmativamente. Cerca de 80% têm uma visão de longo prazo neste mercado asiático, contra os restantes 20% que têm um posicionamento de curto prazo.

Os principais sectores de actividade das empresas são os mármores com 15,4%, serviços e têxteis (13,5%), equipamentos e produtos industriais (11,5%), cortiça e produtos químicos e farmacêuticos (cada com 9,6%) produtos alimentares e vinhos (7,7%), calçado (5,8%), moldes e plástico e papel e pasta de papel (3,8%).