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Consumidores americanos à espera da descida de preços

Os retalhistas americanos anunciaram maus resultados para a segunda semana de Dezembro, mas ainda assim preservavam a esperança de que os consumidores irrompessem pelas portas para fazer as compras de última hora na semana antes do Natal. Os relatórios lançados a 18 de Dezembro, mostravam que os retalhistas previam que as vendas subissem solidamente na semana seguinte, mas a sua relutância em baixar os preços manteve os consumidores à espera de melhores preços. Nos últimos anos as vendas da estação, têm-se tornado cada vez mais concentradas na semana que antecede o Natal. “Os consumidores e os retalhistas estão num jogo – os consumidores esperam que os retalhistas baixem os preços, mas por sua vez os retalhistas continuam à espera de um maior crescimento nas semanas que se seguem á medida que os consumidores se aproximam do Natal”, afirmou Bem Levett, um economista da firma de consultoria 4Cast Ltd. As vendas das cadeias de lojas americanas baixou 0.5% na semana que terminou a 15 de Dezembro. Foi a terceira semana consecutiva de decréscimos, anunciaram a Bank of Tokyo-Mitsubishi e a UBS Warburg. As vendas das roupas de Inverno melhoraram à medida que uma vaga de tempo frio se espalhou por várias regiões do país. A procura também foi sólida para outro tipo de bens como os DVD, as Playstation, vídeos, etc. O relatório da Redbook adianta que os retalhistas reportaram um volume de vendas baixo. Tanto os armazéns como as lojas de desconto anunciaram um crescimento das vendas mais fraco do que na primeira semana de Dezembro. Apesar disso, muitos retalhistas afirmam que “o crescimento das vendas esperava-se maior nas duas semanas seguintes, à medida que os consumidores iam deixando as suas compras para a altura do Natal”, adiantou a RedBook. Com o desemprego a subir e os salários a estagnar, na primeira recessão da década nos EUA, os consumidores pensam duas vezes antes de gastarem nesta época do ano tão importante, que representa cerca de um quarto dos ganhos anuais dos retalhistas. Alguns economistas revelaram que a época de compras este ano pode ser a pior desde a recessão dos anos 80. Até mesmo a baixa na gasolina e o aumento do preço do petróleo, que trouxe dinheiro extra para os bolsos dos consumidores, falhou como tentativa de aumentar as vendas, afirmaram os analistas. O que é grave já que os gastos dos consumidores gerem cerca de dois terços da actividade económica americana. A BTM adiantou que as lojas esperavam que 25 a 30% das suas vendas fossem feitas na semana antes do Natal à medida que “os consumidores de última hora fazem as suas escolhas finais ”. De acordo com esta empresa, as vendas para esta estação natalícia foram melhores do que as do ano passado, mas muito abaixo das performances de 1993 a 2000. No passado dia 17, A Federated Department Stores, adiantou que as vendas estão de acordo com o previsto para o mês de Dezembro, uma baixa entre os 11 e os 14% em relação ao mesmo período no ano passado. Até mesmo a Wal-Mart, o forte retalhistas cujo negócio continuou robusto, adiantou que os negócios nas lojas de desconto foram também um pouco decepcionantes na semana de 8 a 14 de Dezembro. O gigante americano adiantou que bens como, árvores e luzes de Natal venderam-se bem nessa semana, apesar das vendas estarem com uma tendência “um pouco abaixo do previsto”.