Início Notícias Retalho

Consumidores avaliam higiene e segurança

Com a quadra natalícia cada vez mais próxima, os consumidores dão por aberta a época da caça ao presente que, graças à pandemia, deixou de ser simples. Este ano, os compradores priorizam a higiene e segurança como requisitos que lhes transmitem confiança para se deslocarem às lojas, revela um novo estudo.

[©CNBC]

Os dados analisados pela Reuters sugerem que os consumidores estão já a avaliar as lojas em termos de saúde pública para fazerem as escolhas mais seguras numa altura em que os casos confirmados pelo novo coronavírus crescem diariamente e as medidas de combate endurecem.

A análise é da Oracle Retail, uma unidade da Oracle Corp, e conclui que 79% dos consumidores inquiridos querem ver o uso da máscara a ser cumprido, 82% exigem esforços de limpeza visíveis e 76% destacam a redução da ocupação nas lojas. Possuir a opção de pagamento sem contacto e proporcionar o devido distanciamento social são aspetos também apontados como fundamentais para os compradores.

«Os clientes estão ansiosos para comprar», afirma Mike Webster, vice-presidente sénio e diretor geral da Oracle Retail. «O que os consumidores estão à procura é de níveis básicos de proteção e segurança e querem estar confiantes de que as suas necessidades vão ser atendidas», explica.

O inquérito realizado em setembro incidiu nas respostas de mais de 5.100 consumidores dos EUA, Reino Unido, Austrália, China, Brasil, México, Itália, França, Alemanha e Emirados Árabes Unidos.

[©CGTN]
A pandemia já matou mais de 1,1 milhões de pessoas e infetou mais de 41,9 milhões a nível mundial, segundo a agência noticiosa.

Com o aumento significativo dos números de casos por Covid-19 registados durante as últimas semanas foram vários os países que implementaram novas restrições. Exemplo disso é o País de Gales que, na passada sexta feira, proibiu a venda de todos os bens considerados como não essenciais nas lojas como uma medida subjacente ao confinamento decretado com a duração de duas semanas, enquanto Itália anunciou o encerramento dos centros comerciais.

Em San Francisco, nos EUA, foi imposta uma ocupação limite para 50% do máximo habitual nas lojas de retalho. Na Union Square, na Califórnia, os consumidores fizeram fila fora da Gucci e da Apple Store onde lhes foi medida a temperatura por um colaborador das lojas.

Testemunhos na primeira pessoa

«Muitas das lojas que frequento têm desinfetante para as mãos e parecem estar muito atualizadas em todos os equipamentos e em tudo o que têm na loja, por isso sinto-me segura ao entrar», testemunha Teino Stingley, consumidor inquirido, de 26 anos, residente em Antioch, na Califórnia.

Quase 20% dos entrevistados planeiam fazer compras durante a época natalícia, 47% dividem-se entre as compras físicas e online e 16% vão optar por pontos de recolha.

[©USA Today]
«Muitas pessoas dentro de uma loja fazem-me sentir desconfortável e, por isso, prefiro optar por um ambiente ao ar livre», admite Param Sharma, de 24 anos. «E é mais conveniente fazer o pedido na aplicação, parar no ponto de recolha, e esperar que entreguem a encomenda», acrescenta.

Também residente em San Francisco, Katrin Eyjolfsdottir, consumidora de 27 anos, tenciona comprar de forma equilibrada entre o online as lojas físicas, dado que não dispensa ter igualmente uma experiência de compra em tempo real. «Essa é uma grande parte do espírito desta quadra. Penso que as lojas estão a fazer um bom trabalho em manter tudo limpo e higienizado, seguindo as regras», resume.