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Contrafacção na linha de crochet

A Coats & Clark está a investir no reforço da liderança no mercado, juntamente com a batalha para vencer a contrafacção, no ano em que celebra 95 anos de existência em Portugal. Num esforço indispensável de racionalização de custos, a empresa que detinha uma estrutura complicada, com departamentos repetidos, designadamente financeiros e de informática, pondo em risco o seu desenvolvimento, considerou a área administrativa como prioritária e assim dispensou 65 pessoas na Coats & Clark e 35 na Optilon. Esta linha de orientação, alargada ao resto da Europa, foi decidida na empresa-mãe em Inglaterra. Relativamente a planos para o futuro, Adrian Elliot, director-geral da Coats & Clark Portugal, refere a necessidade de vencer o decréscimo gradual de que a empresa tem sido vítima, embora se mantenha na liderança do mercado, com a intenção de aumentar a sua quota de mercado e o volume de produção. Elliot acrescenta que a presença junto do consumidor é mais significativa do que na industria, e consequentemente a aposta deverá ser na competitividade e flexibilidade em termos de gama de oferta. Nesse sentido estão a investir em equipamento produtivo, nomeadamente nos departamentos de tinturaria e torção. Elliot salienta que para este ano está previsto um investimento de meio milhão de contos, destinados à certificação pela norma ISO 9002, à ETAR e à compra, pelo grupo, de uma empresa no Reino Unido, adquirindo uma maior oferta para a industria de calçado. Está ainda projectada a aposta na formação de trabalhadores, na colocação de empregados mais jovens em novos postos, não descurando o aproveitamento da experiência dos funcionários mais antigos, e na melhoria da comunicação interna. A contrafacção é um dos problemas que a empresa enfrenta nas linhas de croché, para o qual espera uma breve solução, contando com a colaboração da Inspecção-Geral das Actividades Económicas. Elliot adianta que é uma actividade presente em quase todo o mundo, pois há sempre um modo de contornar as leis, por mais sofisticadas que sejam. Estima-se que o negócio da empresa seja prejudicado em 10 a 15 % com este fenómeno, e que já tiveram lugar algumas apreensões, encerramentos de tipografias e continuam a decorrer acções judiciais neste âmbito. Acrescenta ainda que, devido à suspeita dos consumidores pela diferença de preços, os contrafactores aproximam os dois, resultando na desconfiança de perda de qualidade por parte dos clientes, sucedendo que estes ainda reclamam à empresa por comprarem linhas falsas com a ideia que são da Coats. Refira-se que em termos de resultados, a empresa encerrou o exercício transacto com um aumento de 25% nos resultados liquidos, um crescimento de cerca de 5% nas vendas que se nivelaram pelos 8,5 milhões de contos a nível internacional.