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Cooperação sempre!

Aquando da deslocação ao Porto para cobrir a apresentação final do portal Newportex.com publicada na edição anterior, o JT conversou com António Amorim Alves, presidente da CINT (Comissão de Iniciativas para as Novas Tecnologias), alargando o âmbito do tema à cooperação que já se faz sentir e às iniciativas futuras no Sector, como a Semana da Moda, um dos temas privilegiados nesta edição de Novembro. Assim, Amorim Alves quis mais uma vez salientar a inflexão do sector na tão aclamada ausência de cooperação, que serviu de base à constituição daquele projecto, pois «temos a sensação que este projecto correu bem também por ser uma boa prova de cooperação, assim como o é o Portal Único, o Centro de Moda, ou os actuais projectos de internacionalização das empresas». E aqui surge ainda mais terreno fértil para a cooperação, pois a presença nacional nos mercados além fronteiras tem sido muito pródiga em bons resultados, e já se fala em cooperar. É o caso de Espanha dado que, independentemente do nacionalismo e proteccionismo que se lhes reconhece, «temos tido uma boa presença na SIMM, em Madrid, e devemos continuar essa aposta, assim como na Gaudi em Barcelona, pois os catalães respeitam muito o nosso trabalho. A cooperação lá também já é uma realidade, e a Associação galega tem falado em cooperar connosco». Este movimento de cooperação pode também ser potenciado pelo uso das novas tecnologias, no qual «o portal tem um papel fundamental, tentando conseguir a nossa presença nos mercados internacionais, pois com a qualidade dos nosso produtos e das nossas empresas é uma pena que não os consigamos projectar como merecemos. Estamos a prestar um serviço que não está a ser pago e no fim estamos a discutir o preço do minuto. Temos de valorizar o restante. Devemos investir no marketing industrial dos nossos produtos e serviços, considerando a Internet como um canal privilegiado para o fazer. E neste contexto, as empresas têm de se preocupar em actualizar a sua informação, pois é vista por um universo de leitores muito mais alargado, e devem sensibilizar os restantes elementos da empresa para se habituarem a utilizar esta ferramenta de trabalho no dia a dia», adianta Amorim Alves. Relativamente às futuras iniciativas do sector, entre as quais a Semana da Moda é actualmente a mais comentada, o presidente da CINT adianta que vale a pena apostar em projectos agregadores que permitam corrigir dispersões. «A Anivec/Apiv disse que não tínhamos tempo para a preparar em condições se tivesse sido em Outubro, mas não se opõe à futura realização. No entanto, a realizar-se, pensamos que seria mais aconselhável outro modelo, efectivamente diferenciador, pois há centenas de feiras pela Europa. A apresentação das feiras na Semana da Moda deve ter o ADN do têxtil – o que de melhor se pode fazer em todos os segmentos da fileira – explicado a todos, e divulgar que está tudo disponível num raio de 50 quilómetros, complementado pela centralização dos mais interessantes seminários e debates do Sector também nesse espaço. E para esse ADN devemos considerar cada vez mais a relação muito estreita que se estabelece entre o indivíduo e o meio envolvente – a casa, o carro, os sapatos, entre outros – e nos materiais de que podem ser feitos, os sintéticos, os transgénicos, e pensar nas potencialidades da têxtil a partir daqui, e expô-las nessa iniciativa. Um evento que funcionaria bem nestes moldes é o Porto Fashion Awards, doCenestap, por exemplo. A especialização baseada nos têxteis técnicos, na interacção com o meio, nas novas tecnologias e com este Centro de debates davam-nos a diferenciação e projecção de que o Sector precisa no futuro», acrescentou António Amorim Alves ao JT.