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Cordex abre unidade em terras brasileiras

Um investimento de cinco milhões de euros, que funciona como primeiro passo na estratégia de internacionalização da empresa de Ovar, que parte para terras brasileiras, mais concretamente para Salvador da Bahia, adiantou o Diário Económico. A empresa que facturou em 2001, 42,4 milhões de euros tem grandes ambições. Com a previsão de abertura de mais duas unidades até ao final do ano, uma de fios sintéticos e outra de espuma para colchões, a empresa conta com uma investimento que deverá chegar aos 16 milhões de euros. A médio prazo a empresa pretende estender o seu negócio ao ramo imobiliário: habitação e turismo. Segundo noticia o Diário Económico, a empresa brasileira, a Cordebras, está a funcionar desde o final de 2001 com cerca de 80 trabalhadores e a produção tem como principais destinos a Europa e a América do Norte. O investimento que a empresa portuguesa pretende fazer está ligado principalmente, segundo Carlos Pereira, administrador da Cordex, com a «perda de competitividade nos últimos anos, fruto do aumento de custos de produção em Portugal». Mão-de-obra e matérias primas mais baratas são os principais factores que levaram à quase total deslocalização da produção de fios sisal de Portugal para terras brasileiras, projecto este que contou com o apoio do Governo da Bahia. A empresa consolidou o seu negócio em território nacional depois de um investimento de 17,5 milhões de euros para erguer a Flex 2000, projecto apoiado pelo Pedip II, e ainda em 2001 a Cordex abriu uma unidade de reciclagem de produtos sintéticos. E neste contexto de expansão, em Abril irá abrir arrancar a Cordenet, uma unidade direccionada para a produção de redes agrícolas, que contou com um investimento de três milhões de euros.