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Cordex amarra crescimento

A especialista em cordoaria cresceu cerca de 10% em 2018 e as expectativas para o corrente ano são de continuação do crescimento. Os EUA são o grande mercado da Cordex, que de há dois anos para cá se transformou na única empresa a nível mundial a produzir os quatro principais produtos para enfardamento.

No ano passado, a empresa registou um volume de faturação na parte da cordoaria à volta de 90 milhões de euros, em comparação com os 80 milhões de euros no ano anterior. Este valor corresponde a cerca de 40% do volume de negócios total (220 milhões de euros) da Cordex, que produz também espumas. «Foi um ano bom, um ano em que a empresa continuou rentável. Não se pode dizer que tenha sido um dos melhores da história mas foi um ano em que a Cordex continuou a sua consolidação e o seu crescimento», afirma, ao Portugal Têxtil, o diretor comercial Nuno Oliveira.

Para 2019, «a expectativa é crescer mais ou menos dentro dessa tendência», aponta o diretor comercial. «O objetivo é continuar a crescer, ser mais eficientes naquilo que é o nosso trabalho na área produtiva e melhorar, dentro do possível, a rentabilidade através da criação de novos e melhores produtos, muitas vezes com algumas variantes ajustadas às necessidades do mercado. E, nesse sentido, procurar criar e acrescentar valor à nossa empresa», adianta.

Os primeiros quatro meses do ano deram indicações positivas para estas metas, com uma boa procura por parte do mercado. «O contexto económico é favorável. Os mercados estão confiantes e nós também, tanto que os ventos sopram a favor», considera Nuno Oliveira. «Evidente que problemas há sempre, por isso é que temos que fazer um esforço diário e permanente no sentido de agarrar bem as oportunidades que surgem. E não desleixar o serviço ao cliente, o desenvolvimento do produto e a nossa promoção», enumera.

Única no mundo

Para isso, a empresa tem mantido uma aposta nos investimentos. «A Cordex é uma empresa que cresceu muito ao longo dos últimos 20 anos, quer em novos produtos, complementares ou não, quer em capacidade instalada nos produtos que já faz desde há muitos anos», revela o diretor comercial. Os mais recentes foram feitos em tecnologias de informação, precisamente para «melhorar os nossos serviços e a nossa gestão», explica.

Na área produtiva, há dois anos apostou na extrusão de polímero para produzir plástico estirável agrícola, que lhe permite ter o título de única produtora mundial a fazer os principais produtos para a área agrícola: fios sintéticos e fios de sisal para enfardamento, redes para fardos redondos e plástico estirável agrícola.

«A área agrícola é de maior volume da empresa», garante Nuno Oliveira, apontando para uma quota de 75%.

Contudo, o portefólio da Cordex inclui também fios de multifilamentos de propileno, que são usados em áreas tão distintas como a segurança, passamanarias, filtros e tecidos, monofilamentos de polipropileno e polietileno, direcionados mais para geotêxteis, e fibras para reforço de betão. «Dentro daquilo que são polímeros estamos a falar do topo de gama», destaca.

Com 800 trabalhadores, divididos entre cordoaria (400 pessoas) e espumas (200 pessoas) em Portugal, e 200 no Brasil, a Cordex vende em mais de 60 mercados, entre os quais a América do Norte, atualmente o maior. «Na América do Norte temos uma operação para cerca de 50 milhões de dólares», indica Nuno Oliveira.

O desenvolvimento de novos produtos é, igualmente, uma prioridade, com o departamento de I&D em busca de novas soluções. «Temos uma equipa que faz qualidade, I&D, e a própria produção também está envolvida nos desenvolvimentos», reconhece o diretor comercial da Cordex, que assume estarem «novos projetos em curso», para já, contudo, no segredo dos deuses.