Início Notícias Têxtil

Cordex dá corda à diferenciação

Com uma unidade produtiva no Brasil e filiais comerciais espalhadas pela América do Norte e a Europa, a Cordex continua a investir na cordoaria em Portugal, onde se distingue da concorrência por conjugar a produção de diferentes artigos para utilização na agricultura.

A extrusão de polímero para produzir plástico estirável agrícola constitui a mais recente inovação da especialista em cordoaria, que desta forma ganhou um novo elemento diferenciador. «Somos a única empresa no mundo que produz os fios sintéticos para enfardamento, os fios de sisal para enfardamento, as redes para fardos redondos e o plástico estirável agrícola, que é um produto que começámos a fazer no início deste ano», revelou Nuno Oliveira, diretor comercial da Cordex. «Não há mais ninguém no mundo que, dentro do crop packaging, fabrique tudo. Aliás, esse tem sido o nosso slogan nas feiras», destacou ao Jornal Têxtil, num artigo publicado na edição de setembro.

Nos últimos três anos, a Cordex realizou investimentos na ordem dos 15 milhões de euros em Portugal. «Tanto em termos de aumento de capacidade instalada, novos equipamentos, como foi o caso do plástico, como a nível de tecnologias de informação», apontou Nuno Oliveira. «A empresa foi crescendo e achámos que era muito importante investirmos na rede que temos, até para controlo das empresas que fomos abrindo lá fora», explicou.

Atualmente, a Cordex, que no total emprega cerca de 800 pessoas, conta com as filiais Cordex North America, com dois escritórios em Toronto e Filadélfia, com a Cordex UK, no Reino Unido, a Cordex França, a Cordex Alemanha, a Cordex Holanda e a CordeBras, «que é fundamentalmente produção, mas tem uma vertente comercial», afirmou Nuno Oliveira. «Fomos para o Brasil para estarmos próximos da matéria-prima, porque a maior parte do sisal, principalmente para o sector agrícola, está no Brasil. Depois, obviamente, por uma questão de custos de produção», referiu. «Mas é um mercado pequeno», sublinhou, pelo que a produção de sisal em terras de Vera Cruz é «100% para exportação».

No portefólio, a Cordex tem ainda artigos para a produção de tecidos e não-tecidos, aplicáveis em áreas como geotêxteis, segurança, embalagem, pesca, aquacultura, desporto e lazer, com destaque para os fios de multifilamentos de polipropileno de alta tenacidade. «Posicionamo-nos num segmento topo de gama a nível de qualidade», reconheceu o diretor comercial ao Jornal Têxtil, o que demarca a Cordex da concorrência. «Relativamente aos asiáticos praticamente não há ninguém a fazer este produto com esta qualidade. Nos EUA não é uma fibra muito popular. Sinto mais concorrência a nível de mercado europeu, onde temos alguns concorrentes de Leste», admitiu ao Jornal Têxtil.

Além da cordoaria, o grupo Cordex produz igualmente espumas, tendo registado em 2016 um volume de negócios de 200 milhões de euros. «Na cordoaria foram à volta de 85 milhões de euros consolidados. Crescemos cerca de 12%. Este ano esperamos chegar aos 100 milhões de euros só nesta área», concluiu Nuno Oliveira.