Início Notícias Marcas

Coronavírus molda orçamentos das marcas

Um novo estudo revela que 94% das marcas assumem que a pandemia alterou as respetivas estratégias de comunicação. Entre muitas conclusões, destaca-se o teletrabalho com um «balanço positivo» em 90,9% das empresas.

É inegável o impacto da pandemia sentido nas mais variadas áreas e as empresas são diretamente afetadas quer seja a nível financeiro ou estrutural, o que resulta numa adaptação e reorganização face à realidade atual. Neste sentido, o grupo YoungNetwork lançou o estudo “Covid-19: The Day After Survey”, que analisa o impacto da crise causada pelo vírus nas estratégias de marketing e comunicação das empresas.

«O objetivo deste estudo é retratar o presente e futuro próximo do mercado da comunicação nas empresas face a esta nova realidade, servindo de ferramenta para a tomada de decisão de gestores, marketeers e comunicadores», resume o YoungNetworkgroup.

A análise foi realizada de 14 a 28 de abril e incide nas respostas de 243 empresas portuguesas, de diversas dimensões e sectores, a um inquérito que pretende estudar o comportamento e as perspetivas futuras no pós-pandemia.

Ainda que o inquérito não tenha apresentado respostas conclusivas no que diz respeito às diferentes áreas de negócio, regiões ou mercados das empresas afetadas, o estudo permite compreender que o surto impactou de forma transversal todas as entidades. Dos 94,4% das empresas que confirmam o impacto do novo coronavírus, 34,9% referem que está a alterar toda a estratégia de comunicação. Deste modo, 67,1% confirmam reduções significativas nos orçamentos destinados às estratégias de comunicação estabelecidas para o corrente ano. Dessa percentagem, 16,7% preveem cortes acima de metade do orçamento e 25,2% diminuições até um quarto, o que se verifica também nas empresas que vão implementar reduções até 50%. Pelo contrário, 28,7% não esperam qualquer redução e uma minoria de 4,1% ainda reforçou o orçamento para esta prática.

Os eventos e as ações de ativação das marcas são também uma das vertentes impactadas, pelo que, 42% das empresas vão adiar os planos para 2020 neste sentido. 41,2% vão optar por promover estas ações através das plataformas digitais, enquanto 58% vão prosseguir com estas iniciativas. Aderir aos meios digitais tem sido cada vez mais recorrente por parte das empresas, especialmente nestes tempos sem precedentes, o que fez com que, durante este período, a comunicação neste tipo de canais se tornasse a ferramenta mais utlizada (57,9%). Logo depois, segue-se a comunicação interna, com uma percentagem de 31,7%, e assegurando a preferência das empresas com mais de 100 colaboradores.

Outra das conclusões do “Covid-19: The Day After Survey”, e a que conquistou a maior unanimidade, foi a questão do teletrabalho no confinamento, cotado com um balanço positivo por 90,9% das empresas. No entanto, apesar do panorama praticamente geral, só 32,2% consideram manter este método de trabalho no regresso à normalidade. 54,6% das empresas ainda não tomaram qualquer veredito sobre esta situação e apenas 8,4% dizem que o teletrabalho não faz parte dos planos.

Já para 2021, o cenário a desvendar indica que o orçamento de marketing se vai manter de acordo com 63,6% das empresas, que adotam uma perspetiva «mais positiva».