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Cosmetotêxteis beneficiam com a pandemia

A procura pelo bem-estar durante a pandemia, sobretudo entre os mais jovens, deverá ser benéfica para o mercado de cosmetotêxteis, isto é, têxteis funcionalizados com diferentes substâncias e finalidades distintas. Um segmento ainda pouco explorado, mas onde há oportunidades de crescimento e exemplos de sucesso.

[©Skin'Up]

A pandemia de Covid-19 levou os consumidores a concentrarem-se mais em beleza e bem-estar e isso deverá beneficiar o mercado de cosmetotêxteis, de acordo com um estudo da Textiles Intelligence publicado na mais recente edição da Performance Apparel Markets.

As mudanças generalizadas nas rotinas diárias provocadas pela pandemia e as medidas governamentais impostas para a travar – como a utilização de máscaras, o distanciamento e o teletrabalho – levaram a um maior foco no bem-estar e na beleza, sobretudo entre os consumidores mais jovens.

«Os consumidores consideram o cuidado da pele e do corpo aspetos indispensáveis ao seu bem-estar geral e os produtos cosmetotêxteis podem ter um papel significativo para conseguir isso», resume a Textiles Intelligence.

Os cosmetotêxteis são um método conveniente de aplicar sustâncias cosméticas, perfumes e minerais bons para a saúde na pele. Como tal, são usados numa vasta gama de produtos, incluindo athleisure, vestuário casual, collants e vestuário de desporto.

Os efeitos que promovem são igualmente vastos, incluindo afinar a silhueta, hidratar a pele, reduzir a aparência da celulite e promover uma sensação de bem-estar através da utilização de fragrâncias.

Oportunidades a explorar

Contudo, destaca a Textiles Intelligence, vários fatores impedem os cosmetotêxteis de terem o mesmo sucesso a gerar vendas como outras categorias de produto no mercado de saúde, beleza e bem-estar. «Muitos consumidores estão confusos em relação a onde comprar cosmetotêxteis, enquanto outros não sabem sequer que esses produtos existem, já que o conhecimento dos consumidores aumenta pelo passa a palavra e recomendações em vez de publicidade direcionada», indica.

[©Lytess]
Como reflexo, poucas das marcas que fizeram experiências no desenvolvimento de cosmetotêxteis nos últimos anos registaram vendas consideráveis desses produtos e, como tal, não investiram mais no desenvolvimento de produto ou vendas e marketing.

Desta forma, o número de empresas ativas neste segmento continua, segundo a Textiles Intelligence, reduzido e as vendas de vestuário com funcionalidades cosméticas mantêm-se moderadas. Ainda assim, sublinha a especialista em estudos de mercado, «há boas razões para otimismo sobre o futuro das empresas de cosmetotêxteis».

As empresas mais bem sucedidas nesta área são aquelas que só se dedicam aos cosmetotêxteis e que criaram unidades para investigação e desenvolvimento e para a produção deste tipo de produto, como é o caso da Lytess e da Skin’Up, ambas sediadas em França, aponta a Textiles Intelligence.

«A chave é inovação e está a ser feita muita investigação no desenvolvimento de substâncias ativas e microcápsulas de elevada performance derivadas de fórmulas naturais em vez de sintéticas», salienta a Textiles Intelligence, acrescentando que a utilização de fórmulas naturais está a ganhar importância à medida que os consumidores se tornam mais conscientes em relação à sustentabilidade ambiental e procuram, ativamente, produtos à base de plantas.