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Costura Ponto cose-se com novas linhas

A empresa especialista em equipamentos de costura trocou de nome, de Bolsibotão para Costura Ponto, e de casa e está a aumentar a equipa para responder com maior eficácia aos pedidos dos clientes. Ao mesmo tempo, tem reforçado a oferta, incluindo com a representação das máquinas de corte IMA, e impulsionado as exportações.

Filipe Ferreira

Durante anos teve a denominação de Bolsibotão, em consequência do processo de criação da empresa na hora, e agora é Costura Ponto. «Sempre tivemos o sonho de um dia poder mudar para o nome com que nos identificavam, que era a costura», confessa o sócio-gerente Filipe Ferreira. Esse dia chegou este ano, com a empresa a assumir a designação de Costura Ponto, Lda. «Sempre quisemos conciliar o nome da nossa empresa com o da nossa loja online Costura.PT, criada há cerca de nove anos. Este ano conseguimos», explica ao Portugal Têxtil.

A mudança de nome coincidiu com a mudança de instalações da empresa, que ocupa agora um espaço de 700 metros quadrados na zona industrial de Vila Frescaínha São Pedro, em Barcelos. «Aumentámos o espaço», salienta Filipe Ferreira.

A oferta da Costura Ponto – que esteve pela primeira vez com esta designação na Texprocess, embora já totalize quatro presenças na feira de processamento de têxteis e materiais flexíveis da Messe Frankfurt, que decorreu em paralelo com a Techtextil e uma edição especial da Heimtextil no passado mês de junho – tem vindo a ser reforçada, pautando-se pela variedade de equipamentos de costura de marcas de referência, desde as máquinas de corte-e-cose mais tradicionais aos equipamentos de corte por ultrassom ou com a aplicação de automatismos, que permitem, por exemplo, a aspiração de desperdício. «Temos uma grande variedade. Só em calcadores para máquinas de ponto corrido temos cerca de 1.000 referências diferentes, para vários tipos de operações. Conseguimos ter soluções para as necessidades dos clientes, consoante o tipo de material com que produzem», assevera o sócio-gerente da empresa, que serve tanto confeções de vestuário moda, como os produtores de têxteis-lar ou de roupa de banho.

Negócio em crescimento

Esta variedade, a juntar à adaptabilidade da Costura Ponto, permitiu-lhe ter o melhor ano de sempre, a nível de faturação, em 2020. «Fomos arranjando soluções para as produções de máscaras», justifica Filipe Ferreira, adiantando que nesse ano teve um volume de negócios de cerca de 2 milhões de euros. «Foi um ano atípico», reconhece.

Com uma quota de 15% nas exportações, a Costura Ponto tem a ambição de aumentar esta quota, capitalizando os contactos realizados em feiras, nomeadamente a Texprocess mas também a Maquitex – a feira de máquinas, tecnologia e acessórios para a indústria têxtil, de confeção, vestuário e bordados, que está agendada para 10 a 12 de novembro na Exponor –, onde estará com a marca italiana de soluções de corte automático IMA. «Somos representantes da marca em Portugal, onde temos alguns negócios feitos, já fechados», revela.

Para impulsionar a sua presença internacional, a empresa está a reforçar a equipa. «Temos um novo comercial que nos vai ajudar a dar respostas aos contactos, porque o nosso grupo de trabalho não era muito elevado – tínhamos cinco colaboradores, agora vamos passar para nove, também para a parte técnica. Há muita dificuldade em encontrar técnicos em Portugal para dar resposta às necessidades dos clientes, mas as coisas estão a correr minimamente bem. Temos agora uma boa situação e vamos ver como vai correr agora o próximo ano», afirma Filipe Ferreira, que mantém boas expectativas para o resto do ano. «Pelo menos vamos tentar manter a linha, não cair. Isso acho que vamos conseguir de certeza. Se aumentar, melhor», conclui o sócio-gerente.