O quarto estudo da International Textile Manufacturers Federation (ITMF) sobre o impacto da pandemia na indústria têxtil mundial, realizado entre 20 de maio e 8 de junho, contou com a participação de 600 empresas, que deram conta de uma descida média de 42% nas encomendas atuais.
Este valor foi agravado pelos resultados na América do Sul, onde as encomendas estão a cair cerca de 55%, em comparação com 35% no terceiro inquérito da ITMF, e na Ásia Oriental, que, de uma quebra próxima dos 30% em abril, passou para menos 43%.
Já na Europa (incluindo a Turquia), as encomendas estão a cair menos do que no último inquérito, com as empresas a referirem uma descida de cerca de 35%, em comparação com os cerca de 45% anteriores.
Na análise ao volume de negócios esperado em 2020 em comparação com 2019, as expectativas permanecem ao mesmo nível do terceiro inquérito da ITMF. «Em média, as empresas antecipam que o seu volume de negócios caia 32%», refere o comunicado.
Esta taxa, no entanto, varia consoante a região, com duas delas a agravarem as expectativas: a Europa e a Ásia Oriental. No caso das empresas do Velho Continente, que em abril esperavam uma descida pouco superior a 20%, a média é agora de uma redução de cerca de 28%. Não obstante, esse valor é ainda melhor do que as expectativas do segundo inquérito, realizado entre 28 de março e 6 de abril, onde a queda esperada superava os 30%.
Em sentido contrário, as empresas de África (menos 25% em comparação com mais de -40% em abril), do sudeste asiático (-22% face a -38%) e da América do Sul (-30% em comparação com -43%) mostram-se mais otimistas do que no terceiro inquérito.
Empresas verticais mais resistentes
Em termos de área de atividade, todos os segmentos, da fiação à confeção, «registaram reduções significativas nas encomendas», com quedas entre 37% e 46%. Os produtores de tecidos e malhas (-46%) registaram as maiores descidas, enquanto as encomendas caíram menos para os produtores verticais (-37%) e confeções (-37%).
Já ao nível das expectativas para o volume de negócios em 2020, os produtores verticais esperam uma descida de 26% face a 2019, enquanto os fornecedores de fibras, fiações e produtores de tecidos e malhas antecipam, cada um, quedas de 33%. Os confecionadores de vestuário, por seu lado, preveem uma descida de 31%.
Recuperar em 2021
Quando questionados sobre quando esperam voltar aos níveis pré-pandemia, 23% apontam para o primeiro trimestre do próximo ano, enquanto 21% referem o segundo trimestre de 2021 e 14% são menos otimistas e indicaram o terceiro trimestre. Há, contudo, «20% das empresas [que] esperam uma recuperação mais rápida no quarto trimestre de 2020», destaca a ITMF.




















